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	<title>reflexões &#8211; Viajar é Demais</title>
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	<description>Dicas e relatos de experiências de viagem</description>
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	<title>reflexões &#8211; Viajar é Demais</title>
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		<title>Viagem e consumo: por que temos vontade de comprar tudo quando viajamos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 17 Sep 2017 02:09:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Compras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Acho que todos que me conhecem (e talvez até alguns dos leitores mais atentos) sabem que tenho o lado racional bastante aflorado no que diz respeito a gestão financeira e ao consumo de maneira geral. Em situações normais do dia a dia, eu geralmente consigo parar, pensar e avaliar com a rapidez necessária para evitar [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Acho que todos que me conhecem (e talvez até alguns dos leitores mais atentos) sabem que tenho o lado racional bastante aflorado no que diz respeito a gestão financeira e ao consumo de maneira geral. Em situações normais do dia a dia, eu geralmente consigo parar, pensar e avaliar com a rapidez necessária para evitar uma compra sem sentido. Sabe aquela calça dobrada no fundo do armário que você comprou e nunca usou? Ou aquela televisão que, dias depois da compra, você encontrou a venda em outra loja pela metade do preço? Pois é, tento ao máximo evitar que esse tipo de coisa aconteça, e sempre analiso bastante cada oportunidade de compra, tentando manter a racionalidade acima do impulso.</p>
<h2>Viagens e consumo</h2>
<p>Mas em uma viagem…. Bom, em viagens esse tipo de situação se torna ainda mais complexo, e até quem é mais controlado como eu sofre na hora de segurar o lado mais consumista. Mesmo o sujeito mais racional e econômico, muitas vezes em uma viagem tem mais dificuldade em controlar os impulsos compradores. O que dizer daquele pacote com 1000 medalhinhas do Papa que eu comprei numa lojinha do Vaticano para dar de presente? Mesmo distribuindo para todos os conhecidos, ainda tenho mais de 900 esquecidas no fundo do armário. A Chai também não escapa: o que fazer com os milhares de ‘souvenirs’ da viagem a Londres que ela trouxe e que estão até hoje engavetados? E os 4 potes de 450g de Nutella que a gente ainda tinha no armário, mesmo 1 ano depois da nossa viagem pela Alemanha?</p>
<p>Se você se identificou com algum desses exemplos, nem que seja um pouquinho, ou se você tem uma história parecida para contar, não se preocupe: não é só com você que isso acontece, e é extremamente normal! O problema é quando chega a fatura do cartão de crédito, né? Rsrs</p>
<h2>Controle de gastos é diferente de “não comprar”</h2>
<p>Durante uma viagem, nossos instintos mais consumistas tendem a ser muito estimulados, e nossa capacidade de controle é colocada a prova a todo momento. E quando eu digo “controle”, não me refiro a simplesmente “não comprar”. Ao contrário, muitas vezes comprar algo em viagens pode ser sinônimo de economizar um bom dinheiro, como eu vou explicar na sequência. Ter o controle em uma situação de compra é tentar entender os impulsos e evitar a compra sem sentido, o desperdício, investindo só naquilo que é de fato necessário para você, naquilo que vale a pena.</p>
<p>Mas por que nos tornamos mais consumistas quando estamos viajando? Por que temos vontade de comprar tudo, até coisas que não precisamos ou que nos arrependemos pouco tempo depois?</p>
<h2>1) Senso de oportunidade:</h2>
<p>A primeira razão pela qual nos tornamos mais consumistas em uma viagem é o chamado “senso de oportunidade”. Senso de oportunidade é quando nos vemos diante de uma situação que nosso cérebro julga ser única (uma <strong>oportunidade</strong>). Tipo aquela lojinha no interior da França que a gente imagina que nunca mais vai passar na vida, e que aquele produto lindo só vai existir lá e a chance de comprar é agora.</p>
<p>Dessa maneira, somos naturalmente estimulados a tomar logo uma decisão (em geral, pela compra) para evitar o desperdício de uma oportunidade. Tem até muita gente que defende que “em viagens, não tem essa de deixar pra depois: quando vir algo, compre na hora”. Senso de oportunidade realmente é algo bem complicado de avaliar: as vezes, pode ser que a oportunidade seja única mesmo e você passe o resto da viagem se lamentando de não ter comprado; mas as vezes, você encontra o mesmo produto em outras trezentas oportunidades ao longo da viagem, e muito mais barato que na loja inicial.</p>
<h2>2) Boa relação custo-benefício:</h2>
<p>Lembra que falei que, as vezes, uma compra pode ser uma economia durante uma viagem? Isso acontece quando a relação custo-benefício de comprar aquele produto naquele determinado momento é positiva. Por exemplo: digamos que você utiliza um perfume que custa R$300 no Brasil, e em uma viagem você encontra esse mesmo perfume por U$10 (o equivalente a R$30, ou 10 vezes menos). Nesse caso, mais do que uma oportunidade, comprar passa a ser uma economia gigantesca. Você vai poder comprar 10 perfumes pelo preço que você já pagaria por 1, e vai “economizar” os R$2.700 que você gastaria comprando os outros 9 perfumes no Brasil.</p>
<p>O único cuidado é não comprar em quantidades grande demais – como no caso das minhas medalhinhas do vaticano ou dos potes de Nutella que ficaram no meu armário por mais de 1 ano. Se bem que as Nutellas a gente acabou dando conta, rsrs.</p>
<h2>3) Estender os prazeres da viagem:</h2>
<p>Outro fator que nos torna mais propensos às compras quando viajamos é o desejo, mesmo que inconsciente, de estender os prazeres daquela viagem. Quase sempre o nosso tempo de viagem é curto – ou menor do que a gente gostaria. Não conseguimos viver todas as experiências da maneira que a gente queria ou na quantidade de vezes que a gente sonhava. Nesse caso, o jeito é comprar coisas para consumir/utilizar no Brasil e dar continuidade ao prazer que aquela viagem nos proporcionou. Sabe aquele queijinho que você traz da França na mala para poder passar mais 1 semana comendo queijo francês no café da manhã? Ou aquele vinho chileno que você traz e abre em um jantar especial ainda no clima da viagem? São compras que poderiam se enquadrar nessa categoria.</p>
<h2>4) Eternizar um momento especial:</h2>
<p>Normalmente as viagens são responsáveis por alguns dos momentos mais especiais que temos em nossas vidas. É natural que a gente queira eternizar esses momentos em nossas memórias, e uma das formas de fazer isso é… comprar! Nesses momentos que consideramos muito especiais, escolhemos um objeto ou algo palpável que represente aquele momento e que seja para sempre um símbolo daquilo que vivemos e sentimos. Essa é uma das razões que torna as lojinhas de museus e pontos turísticos tão atraentes para muita gente! Que o diga a Chai, que não sai de uma lojinha dessas sem comprar um lápis de 2 euros. 🙂</p>
<h2>5) Mostrar para os outros que viajamos:</h2>
<p>Seja para demonstrar afeto a pessoas que a gente ama – através das famosas “lembrancinhas de viagem”; seja por um lado puramente exibicionista, a verdade que um fator que pode nos estimular a comprar mais em viagens é “o outro”. Pessoas que não viajaram com a gente mas que por alguma razão nós queremos agradar ou impressionar, dependendo da motivação de cada um. Quem é que nunca trouxe uma mala cheia de presentes de viagem? Rsrs. Nessas situações, muitas vezes usamos o outro como uma desculpa pra seguir nossos próprios impulsos consumistas, como justificativa para comprar ainda mais.</p>
<h2>Entender o que te faz comprar é o primeiro passo para “comprar bem”</h2>
<p>O objetivo disso tudo não é dizer para você: “pare de comprar coisas nas sua viagens!”. É evidente que não. Comprar normalmente é uma das partes mais gostosas e satisfatórias da experiência de viajar. Mas é importante saber <strong>comprar bem </strong>e, principalmente, ter o máximo de controle para não ir além das próprias possibilidades e, na volta, se ver afundado nas dívidas. A partir do momento que tomamos consciência das razões pelas quais nos tornamos mais consumistas em uma viagem, fica mais fácil controlar o impulso e avaliar antes de cada compra: 1) <strong>para que</strong> vou usar isso? 2) preciso comprar isso <strong>agora</strong>? 3) consigo comprar isso <strong>mais barato</strong> em outro momento?</p>
<hr />
<p>E você, tem alguma experiência de compra em viagem (positiva ou negativa) pra contar? Escreve aí embaixo nos comentários! 🙂</p>
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		<title>Sobre o medo do terrorismo e se devemos desistir de viajar para a Europa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jun 2017 02:08:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Assim que desembarquei do avião no aeroporto de Frankfurt, ainda no caminho para a esteira de bagagens, reparei na presença de policiais atentos ao fluxo de saída dos passageiros. De repente, um dos policiais me chamou e perguntou algo que não entendi (uma mistura de jet lag com o cérebro ainda em modo “português”). Perguntei [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Assim que desembarquei do avião no aeroporto de <a href="http://www.viajaredemais.com.br/big/roteiro-de-4-dias-em-frankfurt-o-coracao-financeiro-da-alemanha/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Frankfurt</a>, ainda no caminho para a esteira de bagagens, reparei na presença de policiais atentos ao fluxo de saída dos passageiros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De repente, um dos policiais me chamou e perguntou algo que não entendi (uma mistura de <em>jet lag</em> com o cérebro ainda em modo “português”). Perguntei se ele poderia repetir a pergunta (em inglês), e na segunda vez entendi que ele queria saber “De que país eu era?”, e “o que eu vim fazer na Alemanha?”. Expliquei que ia passar 15 dias pelo país, e ele quis saber “onde eu iria me hospedar?”. Peguei na mochila o comprovante impresso da reserva do hotel para os primeiros dias da estadia em Frankfurt, ele olhou, e então me disse “ok” e me deixou seguir. Em nenhum momento ele foi agressivo ou faltou com o respeito, mas a tensão era evidente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paris, França, 1 ano depois. Para cada supermercado ou loja que entramos, aquele momento de ser parado na porta para o segurança revistar bolsas e mochilas. Nas visitas às atrações turísticas, as filas agora são por conta dos detectores de metal de dos procedimentos de esvaziar bolsas (e bolsos) antes de entrar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cenas aconteceram em Frankfurt e em Paris, mas poderia ter acontecido em qualquer cidade europeia nos tempos atuais. Tempos de tensão. “Bem vindo a Europa em tempos de constante ameaça terrorista.”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Precisamos falar sobre o (medo do) terrorismo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, esse é um assunto triste, mas precisamos falar sobre ele. Além do aumento da preocupação com a segurança nos aeroportos e nos pontos turísticos, a ameaça de novos atentados terroristas trouxe uma série de dúvidas pra quem tem o sonho de conhecer a Europa, ou pra quem planeja se mudar pra lá, ou mesmo pra quem é viajante frequente, como nós. Ainda vale a pena viajar para a Europa? Será que é melhor esperar um momento melhor? Será que devo adiar meu sonho? Devo desistir de viajar para a Europa? A minha resposta para todas essas perguntas é: não mude os seus planos e nem abandone seus sonhos: viaje!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sim, é evidente que atentados terroristas vem ocorrendo com maior frequência nos últimos anos. Não pretendo entrar no mérito das causas para isso (uma discussão ainda mais complexa). Mas fato é que o terrorismo é uma realidade, e a cada novo atentado, as dúvidas sobre os riscos de uma viagem a Europa voltam a atormentar. Ter dúvidas em momentos como esses é normal, fruto do medo de que algo desse tipo possa acontecer conosco ou com alguém que amamos. Mas porque sentimos esse medo?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Atentados são imprevisíveis</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em primeiro lugar, atentados terroristas são uma das formas mais covardes e estúpidas de violência. Atingem pessoas aleatoriamente, podem acontecer em qualquer lugar, a qualquer hora, e não há como se preparar para eles. Nesse sentido, a própria natureza do ato e suas consequências por si só causam uma reação natural de choque e alimentam a sensação de terror.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Sentimos empatia pelas vítimas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Atentados terroristas atingem pessoas em situações normais, fazendo compras, visitando mercados de natal, jantando em um restaurante. Por atingir qualquer pessoa em qualquer lugar, é natural também que o primeiro pensamento de todos seja: poderia ter sido comigo (ou com alguém próximo). Por mais que sejam pessoas que você não conheça, são situações onde facilmente conseguimos nos enxergar. É imediata a relação de “empatia”, que é a capacidade de se colocar no papel de outra pessoa, de sentir uma situação vivenciada por outra pessoa como se fosse com você.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Grande destaque na mídia</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Com razão, atentados terroristas geram enorme repercussão na mídia – programas de tv, jornais, sites e mídias sociais. Existe uma definição de “notícia” que diz que “Se um cachorro morde um homem, não é notícia, mas se um homem morde um cachorro, aí então é notícia”. O que vira notícia quase sempre é aquilo que é diferente da normalidade – e obviamente um atentado se encaixa nessa categoria.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, ao mesmo tempo que nos informa com detalhes, essa super exposição da mídia ajuda a amplificar a sensação de medo. Principalmente para quem está com passagem comprada, é assustador ver com detalhes e repetidas vezes que algo tão pavoroso aconteceu em uma cidade que você pretende visitar em breve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com tudo isso, você pode estar se perguntando: “Mas então porque é que eu ainda devo viajar para a Europa?”</p>



<h2 class="wp-block-heading">Se você mora no Brasil, os riscos são muito maiores</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Olhando a situação pelo lado mais racional, se você mora no Brasil (como eu), em 99% dos casos a sua cidade será muito mais violenta do que qualquer cidade européia. As estatísticas de violência no Brasil inteiro são alarmantes, então é bem provável que você que está lendo esse texto corra mais riscos indo comprar pão na esquina do que qualquer pessoa que esteja neste exato momento em uma cidade europeia (mesmo as que foram alvos recentes de atentados terroristas).</p>



<h2 class="wp-block-heading">O cenário não deve mudar</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Não há absolutamente nada que indique que o cenário vá mudar no curto ou médio prazo. Infelizmente, atentados vão continuar acontecendo de tempos em tempos, e isso é um fato. Portanto, deixar sua viagem para “outro momento” será só uma forma de adiar o enfrentamento desse medo irracional. E o mais provável é que esse “momento ideal” nunca chegue, e você acabe nunca viajando para o exterior.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Não deixe de viver. Viaje!</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O próximo alvo de um atentado terrorista é totalmente imprevisível. Não há uma lógica clara, não há regras para adivinhar se vai acontecer em uma cidade que já tenha sofrido um atentado ou em uma nova cidade. Não é algo que a gente possa se preparar para enfrentar, e nunca haverá um momento 100% seguro para fazer sua viagem. O principal é entender que mesmo com o aumento no número de atentados terroristas, o risco de que aconteça algo do tipo com você é infinitamente menor do que quando fazemos uma série de coisas “normais” no nosso dia a dia. Corremos muito mais risco quando dirigimos, quando atravessamos uma rua, quando sacamos dinheiro em um caixa automático, quando saímos para jantar a noite.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lembra do episódio que contei sobre a chegada ao aeroporto de Frankfurt? Foi o único momento em que senti a “presença” da ameaça terrorista na última <a rel="noopener noreferrer" href="http://www.viajaredemais.com.br/category/europa/alemanha/" target="_blank">viagem que fizemos para a Alemanha</a>. Fora isso, tivemos uma viagem única, inesquecível, aproveitando ao máximo o que a Europa tem a oferecer de melhor. Da mesma forma, em Paris e na França, você rapidamente se acostuma com a presença de mais policiais nas ruas, com a necessidade de ser revistado antes de entrar em determinados locais, e apesar disso a viagem de 21 dias pela <a href="https://www.viajaredemais.com.br/europa/franca/paris/o-que-fazer-franca-cidades-francesas-roteiro-viagem/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">França</a> também foi incrível e inesquecível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não deixe de realizar seus sonhos por medo. Não deixe de viver. Viaje! 🙂</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<h2 class="wp-block-heading">Não esqueça de garantir seu seguro viagem na Europa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O seguro viagem é OBRIGATÓRIO para quem viaja pela Europa. A empresa de seguros que a gente sempre usa e recomenda é a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.segurospromo.com.br/?utm_medium=afiliado&pcrid=2161&utm_source=site-blog&cupom=VIAJAREDEMAIS5" target="_blank"><strong>Seguros Promo</strong></a>. É um serviço que compara os preços das principais companhias de seguro viagem do mercado e apresenta as melhores opções para a sua viagem!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><a href="https://www.segurospromo.com.br?utm_medium=afiliado&pcrid=2161&utm_source=site-blog&cupom=VIAJAREDEMAIS5" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="https://www.viajaredemais.com.br/wp-content/uploads/2017/05/2017_01_04-300x400_cupom.png" alt="Sobre o medo do terrorismo e se devemos desistir de viajar para a Europa - 2017 01 04" class="wp-image-6168" title="Sobre o medo do terrorismo e se devemos desistir de viajar para a Europa 2"></a></figure></div>
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		<title>Os alemães e sua relação com o consumo – Uma nova forma de olhar as coisas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Augusto]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Jun 2017 22:58:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Europa]]></category>
		<category><![CDATA[Reflexões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um dos grandes prazeres de uma viagem está em observar e aprender com o outro. “O destino de alguém não é nunca um lugar, mas uma nova forma de olhar as coisas”, disse uma vez o escritor norte-americano Henry Miller. Na última viagem que fiz para a Alemanha, considerei uma cena emblemática: um sujeito bem [&#8230;]</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://www.viajaredemais.com.br/europa/alemanha/os-alemaes-e-sua-relacao-com-o-consumo-uma-nova-forma-de-olhar-as-coisas/">Os alemães e sua relação com o consumo – Uma nova forma de olhar as coisas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://www.viajaredemais.com.br">Viajar é Demais</a>.</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Um dos grandes prazeres de uma viagem está em observar e aprender com o outro. “O destino de alguém não é nunca um lugar, mas uma nova forma de olhar as coisas”, disse uma vez o escritor norte-americano Henry Miller.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na última viagem que fiz para a Alemanha, considerei uma cena emblemática: um sujeito bem vestido, terno e grava, aparentando seus 30 e poucos anos, entrando em um supermercado com uma bolsa de tecido repleta de garrafas pet vazias e pacientemente as inserindo em uma máquina, uma a uma, em troca de alguns centavos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Algo de “errado” na cena? Evidentemente que não. Para os demais alemães presentes no supermercado, era uma cena comum. Para mim, como brasileiro, o primeiro pensamento foi que dificilmente poderia presenciar algo do tipo no Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Realidade diferente da nossa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, o ato de economizar quase sempre é associado a um momento temporário de escassez de recursos ou a um objetivo de consumo específico. Final do mês, faltou dinheiro? Economiza. A pasta de dentes está no fim e não tem outra? Economiza. Foi demitido? Hora de rever os gastos. Quer viajar no fim do ano? Junta dinheiro para gastar tudo na viagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fora desses cenários, a pessoa que para pra pensar antes de fazer um gasto costuma ser rotulada como “mão de vaca”, “muquirana” ou “sovina” – termos pejorativos associados ao sujeito que não “gosta” de gastar dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem racionaliza os impactos de seus gastos muitas vezes é colocado na mesma categoria de um sujeito que não gasta com nada. O modelo vigente é: Se tenho dinheiro, compro; se não tenho, não compro – ou até compro, mas parcelado a perder de vista.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Os alemães e sua relação com o consumo – um aspecto cultural</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Na Alemanha, o “modo de viver” econômico é uma característica cultural do povo alemão, e está totalmente dissociado do quanto você tem (ou não tem) de dinheiro – simplesmente são conceitos distintos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ter dinheiro suficiente para comprar algo não significa que você vá de fato comprar sem antes analisar uma série de fatores: isso vale o quanto estão me cobrando? Quanto eu preciso realmente disso?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Costuma-se atribuir essa cultura ao período de grande escassez de recursos vivido pelo povo alemão ao longo das duas grandes Guerras Mundiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independente das razões, fato é que a maior parte dos alemães tem incutido em seu modelo mental o hábito de ser econômico e analisar seus gastos e hábitos de consumo. Uma ótima forma de ilustrar isso é voltar ao exemplo do supermercado para analisar alguns hábitos e comportamentos dos alemães.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Receber troco em balas? Nos supermercados da Alemanha, isso simplesmente não existe!</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Lembra do sujeito de terno devolvendo garrafas em uma máquina? O nome dessas máquinas é “<em>Pfandautomat</em>“, e a função delas é justamente receber embalagens (pet ou vidro) vazias. O nome é por conta do “<em>Pfand</em>“, um valor cobrado pelas embalagens no ato da compra e que pode ser recebido de volta quando a pessoa se dá ao trabalho de devolver essas embalagens em uma “<em>Pfandautomat</em>“.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E aqueles centavos de troco que aqui no Brasil a gente acaba deixando pra lá ou recebendo em balas? Nos supermercados da Alemanha isso simplesmente não existe. Se a pessoa tem direito a um troco de 1 centavo, vai receber sua moeda sem precisar brigar por isso. Para o alemão, cada centavo que seja seu por direito é importante.</p>



<h2 class="wp-block-heading">É raro encontrar um alemão fazendo compras sem a sua ecobag</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Outro hábito interessante que observei por lá é que no Brasil ainda estamos engatinhando: o uso de ecobags, aquelas sacolas de tecido que podem ser reutilizadas. É raro encontrar um alemão fazendo compras sem a sua ecobag ou sem um carrinho de compras para minimizar o uso das sacolinhas de plástico – que são cobradas à parte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, esse modelo já foi implementado em muitas redes de supermercados, mas a maior parte das pessoas continua preferindo pagar pelas sacolas de plástico do que levar a sua própria de casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nessa cultura do “ser econômico”, o dinheiro é somente uma das pontas. Direta e indiretamente, todo o modelo de consumo e de aproveitamento dos recursos é impactado por essa característica. Não por acaso, a Alemanha é pioneira em diversas iniciativas de políticas sustentáveis.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Alemanha recicla 65% dos resíduos produzidos</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para começar, o país possui uma legislação específica para tratar da maneira como os alemães devem separar seu lixo doméstico para descarte, separando os produtos recicláveis em categorias. Se alguém é pego descumprindo a regra, a multa é pesada. Isso explica a Alemanha ser o país que mais recicla em todo o mundo, atingindo incríveis 65% dos resíduos produzidos.</p>



<h2 class="wp-block-heading"> “The Good Food”  ao invés de jogar alimentos no lixo e supermercado sem embalagens</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em Colônia, na Alemanha, a loja “The Good Food” é especializada em vender alimentos que iriam para o lixo por serem “feios” ou por estarem próximos a data de vencimento (ou até recentemente vencidos). Em alguns casos, o preço do produto é definido pelo comprador, que paga o quanto acha que vale.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Original Unverpackt, em Berlim, foi o primeiro supermercado do mundo com a proposta de não gerar resíduos. Os produtos são vendidos a granel e não fazem uso das embalagens tradicionais – o cliente é quem leva de casa seus potes e sacolas para acomodar suas compras.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O “Sperrmüll”</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda um “evento” dedicado ao reaproveitamento de produtos descartados por outras pessoas, o “<em>Sperrmüll</em>“:</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em diversas datas definidas ao longo do ano, o alemão pega tudo que não quer mais – móveis, sofás, colchões e afins – e coloca do lado de fora da casa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras pessoas simplesmente passam e pegam aquilo que precisam para suas casas – e não são moradores de rua ou mendigos, são pessoas com dinheiro que optam por uma solução mais sustentável. O que não é reaproveitado por outras pessoas é recolhido pela administração municipal e levado para centros de reciclagem.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma nova forma de olhar as coisas</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Cuidar do seu lixo; comprar produtos que estão pra vencer; levar seus próprios potes e sacolas para as compras; vasculhar naquilo que o outro descartou a procura de algo que sirva para você. Hábitos que no Brasil olharíamos com profundo preconceito, mas que fazem parte do dia-a-dia dos cidadãos de uma das maiores e mais ricas potências do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez seja mais do que hora de buscarmos essa “nova forma de olhar as coisas”. Se tem algo que podemos aprender com os alemães é esse modo de consumir mais consciente, baseado em uma gestão mais responsável dos recursos.</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Já reservou seu hotel na Alemanha?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Se você ainda não garantiu seu hotel para a próxima viagem, a dica é <a rel="noopener noreferrer" href="https://www.booking.com/index.html?aid=1222793" target="_blank">CLICAR AQUI</a> e reservar um hotel pela <a rel="noopener noreferrer" href="https://www.booking.com/index.html?aid=1222793" target="_blank">Booking.com</a>. Além de conseguir os melhores preços e ter toda a segurança que a Booking oferece, você ainda vai estar nos ajudando a manter o trabalho do blog. Cada vez que você acessa o site da Booking.com através <a rel="noopener noreferrer" href="https://www.booking.com/index.html?aid=1222793" target="_blank">do nosso link</a> e faz uma reserva de hotel ou apartamento, eles repassam uma pequena comissão para o blog. E isso não custa 1 centavo a mais para você. Os preços são os mesmos para quem acessa por aqui ou de qualquer outra forma. Não é demais? 🙂</p>



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<h2 class="wp-block-heading">Mais atividades na Alemanha</h2>



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<h2 class="wp-block-heading">E não esqueça de garantir seu seguro viagem</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O seguro viagem é OBRIGATÓRIO para quem viaja pela Alemanha. E mesmo que não fosse obrigatório, não dá nem pra pensar em viajar sem seguro, não é mesmo? Na hora de contratar o seguro viagem a gente sempre usa e recomenda a <a rel="noreferrer noopener" aria-label=" (opens in a new tab)" href="https://www.segurospromo.com.br/?utm_medium=afiliado&pcrid=2161&utm_source=site-blog&cupom=VIAJAREDEMAIS5" target="_blank">Seguros Promo</a>. É um comparador de preços entre as principais companhias de seguro viagem do mercado que apresenta os melhores preços e condições para a sua viagem!</p>



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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter"><a href="https://www.segurospromo.com.br?utm_medium=afiliado&pcrid=2161&utm_source=site-blog&cupom=VIAJAREDEMAIS5" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><img decoding="async" src="https://www.viajaredemais.com.br/wp-content/uploads/2017/05/2017_01_04-300x400_cupom.png" alt="Os alemães e sua relação com o consumo – Uma nova forma de olhar as coisas - 2017 01 04" class="wp-image-6168" title="Os alemães e sua relação com o consumo – Uma nova forma de olhar as coisas 4"></a></figure></div>
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