Qual o melhor alfajor argentino? Ranking de 25 marcas de alfajores da Argentina
Alfajor argentino: qual o melhor alfajor argentino

Qual o melhor alfajor argentino? Ranking de 25 marcas de alfajores da Argentina

Quando o destino é a Argentina, não tem como não pensar imediatamente em alfajores! Seja para comer durante a viagem ou para encher a mala e trazer de presente de viagem, o alfajor argentino é uma das iguarias mais desejadas pelos brasileiros que viajam para o país vizinho. Sempre que alguém pergunta “o que comprar na Argentina?“, o alfajor é um dos top 3 de qualquer lista – em geral ao lado dos vinhos e do igualmente delicioso dulce de leche. Se você também é um apaixonado pelo alfajor argentino e está com viagem em vista para Buenos Aires (ou já está na cidade curtindo as delícias portenhas), esse post é pra você! Vamos contar tudo sobre alfajores e responder perguntas como: O que é um alfajor? Onde comprar alfajor em Buenos Aires? Quanto custa um alfajor argentino? E, claro, qual o melhor alfajor argentino? Para isso, preparamos um ranking comparando as 25 principais marcas de alfajor argentino a partir da nossa própria experiência de degustar cada um deles. Quer saber mais? Então segue com a gente! 🙂

O Alfajor Argentino

O nome “alfajor” é uma derivação do hispano-árabe ‘al-hasú‘, que na tradução significaria ‘o recheio’. Apesar de historicamente o alfajor ser um doce de origem espanhola, pergunte para qualquer argentino e ele vai assegurar que a receita original foi criada por lá. E que o melhor alfajor do mundo é o argentino, é claro!

Bom, independente da origem ser ou não argentina, fato é que atualmente o país domina juntamente com o Uruguai o posto de maiores e melhores produtores de alfajores no mundo. Não entraremos na polêmica de discutir qual o melhor alfajor entre os nossos 2 países vizinhos (fica para o gosto pessoal de cada um). Assim como o alfajor uruguaio, o alfajor argentino existe em vários tipos, tamanhos, recheios e marcas.

Pra quem até hoje ainda não teve a chance de experimentar um autêntico alfajor, eu explico brevemente: o alfajor é um doce composto por uma massa (chamada de ‘galleta” e que pode ser de maizena, ou mais parecida com um bolo ou um biscoito) e recheada com algum doce. Existem variações, mas os recheios mais clássicos são o ‘dulce de leche’, geleia de frutas ou mousse de chocolate. Na maior parte das vezes o alfajor é recoberto por uma fina camada de chocolate (ao leite, meio amargo ou branco) ou de açúcar (em espanhol, “baño de reposteria“), com exceção dos alfajores de maizena (maicena). O resultado são essas delícias abaixo:

Alfajor de maicena: qual o melhor alfajor argentino?
Alfajor de maicena: qual o melhor alfajor argentino?
Alfajor Argentino: cobertura de chocolate
Alfajor Argentino: cobertura de chocolate

Existem ainda alfajores de arroz e outras opções sem glúten ou sem lactose, ideal para quem tem intolerância a qualquer desses itens. Em nosso ranking não avaliamos essa modalidade de alfajor – caso alguém tenha experimentado e queira contribuir, basta comentar lá no final do post. 🙂

A maioria das marcas de alfajor da Argentina são vendidas tanto por unidade quanto em pacotes ou caixas (em geral de 6, 12 ou 24 unidades). Comprando em quantidade, o preço costuma ser mais em conta. O alfajor em tamanho “padrão” costuma pesar entre 50g e 60g. Mas existem tanto as versões menores (chamadas de mini alfajor ou alfajorcitos) quanto versões maiores, como os alfajores ‘triple‘ que aumentam as camadas de massa e recheio e podem pesar quase 100g).

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Mas voltando a questão da disputa entre Uruguai e Argentina no quesito alfajor, a principal diferença é que o mercado no país do Maradona parece estar mais consolidado e desenvolvido com maior quantidade de marcas. Algumas delas até se internacionalizaram, como a Havanna, que tem lojas até no Brasil. Além disso, outro ponto que merece menção é o sabor do alfajor argentino que em algumas marcas apresenta notas cítricas como de limão ou laranja, o que no alfajor uruguaio não identificamos essa tendência.

Diferenças a parte, o alfajor argentino é delicioso e um dos nossos doces favoritos no mundo. Sua fama de ‘objeto de desejo’ dos brasileiros que viajam para Buenos Aires é mais do que justificada. 🙂

Onde comprar alfajor em Buenos Aires?

Comprar um bom alfajor em Buenos Aires pode parecer uma tarefa muito simples à primeira vista. Afinal, 38.362 toneladas de alfajores são fabricadas por ano na Argentina! Entretanto, nem todas as marcas são fáceis de encontrar no comércio tradicional. Alguns dos alfajores argentinos do nosso ranking precisaram ser “garimpados” em lojas especializadas. Além disso, os preços dos alfajores podem variar muito e não estou me referindo ao valor de uma marca para outra. Mesmo em produtos idênticos você poderá gastar o dobro do valor se não pesquisar e simplesmente ignorar a lista dos melhores locais para a comprar alfajor em Buenos Aires que montamos aqui nesse guia.

Para você ter uma ideia, é possível encontrar alfajores deliciosos em kioskos (tem 1 a cada esquina!), supermercados, lojas de doces (ou ‘golosinas’, como eles chamam), lojas premium, lojas de marca própria, no duty free do aeroporto e até em farmácias! Veja abaixo as características de cada estabelecimento e como encontrá-los durante suas andanças pela cidade.

Kioskos:

Espalhados por toda Buenos Aires, os kioskos são pequenos comércios de conveniência que costumam funcionar 24 horas. Por lá é possível comprar itens básicos como água e outras bebidas, além de lanches prontos, chocolates e doces, entre eles, o alfajor. Entretanto, por conta da conveniência, os kioskos costumam cobrar um pouco acima da média – nem todos, é verdade. Dependendo do kiosko, a oferta de marcas pode ser bem variada, especialmente as mais populares. Vale garimpar, mas geralmente são boas opções apenas para consumo imediato, para comprar em pouca quantidade e matar a vontade ali na hora. Não recomendo para comprar em maior quantidade e trazer para o Brasil por conta dos preços.

Supermercados:

Em termos de preços, os supermercados estão entre as melhores opções para a compra de alfajores em Buenos Aires. Principalmente se você der a sorte de pegar um dia de promoção. Entretanto, a variedade de marcas costuma ser pequena, e quase sempre você encontrará apenas marcas como Terrabusi, Jorgito e Cachafaz. Entre as redes de supermercado, geralmente o “Jumbo” e o “Disco” apresentam os preços mais altos, enquanto o “Carrefour”, “Coto” e “Dia %” tendem a oferecer preços melhores.

+ Leia também: Supermercados em Buenos Aires (em breve)

Lojas de doces ou golosinas:

Em Buenos Aires existem diversas lojas especializadas em vender exclusivamente doces, chocolates e biscoitos, que em espanhol são chamados de “golosinas“. Caminhando pela cidade certamente você encontrará alguma filial de lojas como ‘Compañia de Golosinas‘ ou ‘Emporio de las Golosinas‘. Mas a melhor de todas na nossa opinião é a Dulsisa. Com 8 filiais espalhadas por Buenos Aires, a Dulsisa é uma empresa familiar especializada em vender doces a preço de atacado – entre eles, os alfajores, é claro. Eles trabalham com uma grande variedade de marcas de alfajor – exceção apenas para artesanais e alguns mais premium – e os preços estão sempre abaixo da média das outras lojas. Outra vantagem é que eles vendem as caixas fechadas de alfajores onde o preço da unidade fica ainda mais em conta. No mapa abaixo é possível conferir os endereços das lojas Dulsisa (consulte o site oficial da loja para maiores informações).

Lojas Dulsisa em Buenos Aires
Lojas Dulsisa em Buenos Aires

Lojas de alfajores premium:

Se você estiver em busca apenas de alfajores e doces de leite premium – alguns até mesmo artesanais – existem lojas especializadas nesse tipo de produto. Nossas favoritas são a Dulce de Leche & Co e La Casa del Dulce de Leche. Ambas possuem filiais pela cidade e tem como diferencial a oferta de marcas exclusivas e de grande qualidade. Outra grande vantagem é a possibilidade de experimentar os produtos antes de comprar. Na Dulce de Leche & Co, por exemplo, é possível fazer um verdadeiro tour gastronômico degustando doce de leite, licores e alfajores de todas as marcas e até aprender um pouco mais sobre cada uma delas.

Lojas de marca própria:

Algumas marcas de alfajor possuem lojas ou kioskos próprios. É o caso por exemplo de Havanna, Arcor e Martinez. Nesses casos, se você deseja encontrar a maior variedade de opções possíveis de uma mesma marca, nada melhor do que ir até uma loja própria.

Duty Free:

Por ser um produto tipicamente argentino, é claro que os alfajores também são vendidos no duty free dos aeroportos de Buenos Aires. Mas nem precisa dizer que a opção de comprar no duty free é a pior possível, né? Além de ter pouquíssimas marcas disponíveis (normalmente apenas Havanna, Cachafaz e marcas premium), os preços em geral são mais do que o dobro dos praticados nos outros locais. Essa opção é só em último caso mesmo – até porque nos dois aeroportos de Buenos Aires existem kioskos no saguão (antes do acesso ao embarque) que vendem alfajores pelos mesmos preços do centro da cidade.

Quanto custa um alfajor argentino?

Em geral um alfajor custa a partir de R$0,50 (as marcas mais simples) até R$5,00 (as marcas premium). Para dar uma ideia dos preços dos alfajores de cada marca, indicamos ao lado do nome na lista o preço médio de cada um deles. 

$$$$$ – acima de R$4 por unidade 
$$$$   – entre R$3 – R$4 por unidade 
$$$     – entre R$2 – R$3 por unidade
$$       – entre R$1 – R$2 por unidade
$         – menos de R$1 por unidade

Nem sempre a lógica do “quanto mais caro, melhor” vai valer – há exceções de marcas com preços mais em conta e excelente qualidade, como vocês vão ver no nosso ranking dos melhores alfajores argentinos.


Bem, agora que você já sabe tudo sobre o alfajor argentino, vamos ao que interessa! Confira nosso ranking das 25 melhores marcas de alfajor argentino após degustarmos exemplares de todas as marcas. Ao final do ranking você vai saber qual é, na nossa opinião, o melhor alfajor argentino! Lembrando que a lista está em ordem decrescente, começando pelo mais “fraco” até chegar ao melhor alfajor argentino.

Qual o melhor alfajor argentino? Ranking dos 25 melhores alfajores da Argentina

25) Milka ($$)

Alfajores Milka

A famosa marca europeia de chocolates “Milka” utilizou uma estratégia interessante para se consolidar na Argentina: adaptou-se a cultura local e passou a produzir alfajores. Além do alfajor tradicional de doce de leite, a marca investe nas versões “mousse” (recheado de chocolate) e até em um alfajor do famoso biscoito “Oreo”, com recheio de baunilha no lugar do doce de leite. Entretanto, antes de se animar demais com a marca, devo ressaltar que todos eles seguem o padrão “biscoitão” – galleta dura e crocante. É como se fosse um biscoito recheado tradicional recoberto de mais chocolate. Apesar da fama e da relativa qualidade do chocolate, isso não é capaz de garantir um maior destaque no ranking. Não está entre os nossos favoritos nem dentro desse estilo de alfajor, e honestamente, sendo um pouco mais purista, talvez não devesse nem ser chamado de “alfajor”.
Onde comprar alfajores Milka: você encontra em quase todos os kioskos, supermercados e lojas de Golosinas. 

24) Open 25 hs ($$$)

Que o alfajor é um dos símbolos de Buenos Aires, não restam dúvidas. Por conta disso, nada mais natural do que o produto ser transformado em um souvenir local. Esse é claramente o propósito do alfajor Open 25 hs, que leva o nome de uma das principais redes de Kioskos turísticos de Buenos Aires. Com muitas lojas espalhadas pelas zonas mais turísticas da cidade – especialmente na famosa rua de compras, a Calle Florida – esse é o alfajor que visa atingir ao viajante mais preguiçoso, que tem pouquíssimo tempo na cidade e sem grandes preocupações com o preço e a qualidade do que está comprando.

Mas como sabemos, produtos feitos para turistas nem sempre tem a melhor qualidade. As caixas e embalagens coloridas e bem posicionadas nas vitrines escondem um alfajor bem fraco, artificial ao extremo, com massa que se esfarela com facilidade e um preço acima do que deveria custar. Não dá para rotular como um “alfajor ruim” pois tal combinação de palavras não existe no nosso vocabulário. Mas vale a pena perder 10 minutinhos da viagem em um supermercado para comprar alfajores argentinos mais baratos e melhores. Válido apenas em caso de abstinência total de alfajores, caso essa seja a única opção de loja aberta nos arredores do seu hotel.
Onde comprar alfajores Open 25 hs: Nos kioskos da rede Open 25 Hs

23) Valente ($$)

A embalagem traz uma informação promissora em letras grandes: ‘MUUUUCHO dulce de leche’. Uma pena que isso esteja longe de ser uma verdade. A fina camada de doce de leite não esconde o sabor artificial característico dos alfajores industriais de menor qualidade. O chocolate meio-amargo não se destaca, ficando apenas o sabor levemente cítrico. Doce de leite também não se destaca. A massa é até leve – não é tipo biscoito, o que é um ponto positivo – mas é muito quebradiça, esfarela com facilidade. Doce, mas não exageradamente. O resultado é um alfajor de mediano para fraco, que apesar de relativamente barato, não vale o investimento. Mas veja pelo lado positivo – ao menos, trata-se de um alfajor ao estilo clássico.

Alfajor Valente

Onde comprar alfajores Valente: Supermercados mais simples, mercados de bairro e kioskos (geralmente em caixas com 6 ou 12, mas também na versão individual). Só encontramos na versão “clássica”, com chocolate e doce de leite.

22) Genio ($)

Com exceção de não se vender como um alfajor muito recheado, poderia reproduzir o texto e as impressões do alfajor anterior. Sabor artificial bastante característico e ingredientes que não se destacam – sobressaindo apenas o sabor excessivamente doce. Como pontos positivos, o fato de ser também um alfajor ao estilo clássico e o custo baixo.  

Alfajor Genio

Onde comprar alfajores Genio: Encontramos somente na loja Dulsisa e em alguns kioskos.

21) Fantoche ($$)

A Fantoche foi a marca que inventou o conceito de “Triple”, ou seja, do alfajor com uma terceira camada de galleta, geralmente caprichado no recheio. Fora esse pioneirismo que atualmente já foi copiado por diversas outras marcas, não há muito para se destacar. A massa tem qualidade levemente superior aos anteriores. Mas trata-se de mais um alfajor de sabor artificial e preços baixos para tentar competir com as demais marcas.  

Alfajor Fantoche
Alfajor Fantoche

Onde comprar alfajores Fantoche: Presente em quase todos os kioskos e em algumas lojas de Golosinas

20) Arcor ($$)

Aguila, Bon Bon, Tatin, entre outros. São múltiplas versões com embalagens e nomes distintos, mas todos representantes da mesma marca: Arcor. Tradicionalíssima na produção de doces e chocolates, a marca conta com lojas próprias em localizações estratégicas de Buenos Aires, e costumam fazer sucesso entre os turistas. As lojas até são legais mesmo, coloridas, chamam a atenção. Mas devo confessar a enorme decepção com a maior parte dos alfajores da Arcor.

Alfajores Arcor
Alfajores Arcor

Em meio a tantas opções e invencionices para tentar se diferenciar e fugir do convencional, todos parecem padecer do mesmo “defeito”: extremamente artificiais e excessivamente doces. As embalagens coloridas e chamativas parecem reforçar a ideia de um produto com mais foco em atrair o público infantil e menos preocupação com a qualidade. Muitos dos alfajores Arcor estão mais para um doce parecido com um alfajor do que para um alfajor propriamente dito. Alguns deles, como o Águila com recheio de baunilha, eu tenho que confessar que sequer conseguimos comer por inteiro – esse isoladamente merecia estar em último lugar desse ranking. Outros como o Tatin são de qualidade mais aceitável, e seguem o estilo clássico de alfajor. Na média, conquistou um honroso 20º lugar no ranking.

Onde comprar alfajores Arcor: Nas lojas próprias da marca Arcor e na maioria dos kioskos e supermercados de Buenos Aires. 

19) Ser ($$)

Alfajor Ser
Alfajor Ser

A Ser foi uma das pioneiras no alfajor de arroz, um produto de objetivo pra lá de nobre: levar o prazer de comer um alfajor para celíacos e pessoas com intolerância a glúten. Mas mesmo em se tratando do alfajor convencional, a marca assume um posicionamento de oferecer produtos menos calóricos e gordurosos, ou seja, uma espécie de alfajor “fit”. Até a embalagem em tons de verde colabora para esse posicionamento. Seja verdade ou não, o foco desse ranking está na qualidade do alfajor, e devo confessar que nesse quesito o alfajor Ser nos decepcionou um pouco. Longe de ser ruim – afinal, estamos falando de alfajor – o destaque negativo fica por conta do aroma, extremamente artificial. Na mordida, o sabor inicial é agradável, assim como a textura da galleta. Entretanto, um retrogosto igualmente artificial e persistente faz com que o alfajor Ser fique fora dos nossos alfajores prediletos.
Onde comprar alfajores Ser: Bem fácil de encontrar, tanto em farmácias e supermercados quanto em kioskos e lojas de golosinas como a Dulsisa.

18) Suchard

A Suchard foi uma das pioneiras em lançar o alfajor recheado de mousse de chocolate – o popular biscoitão recheado. Talvez por conta dessa memória afetiva, muitos argentinos adoram os produtos da marca e a consideram top 3 entre todos os alfajores argentinos. Após alguns anos de encerramento das atividades na Argentina, a marca retornou em 2013 atendendo aos pedidos e anseios de inúmeros argentinos saudosistas dos produtos da marca.

Alfajor Suchard
Alfajor Suchard

Entre os alfajores ao estilo “mousse/biscoitão”, esse é de fato um dos nossos favoritos. Mas por melhor que seja, a experiência é a de comer um bom biscoito recheado recoberto de chocolate. Ao menos o recheio de mousse é saboroso e não é excessivamente doce como os similares. Se você for um “purista” em relação ao que deve ser um alfajor, a marca lançou mais recentemente uma versão “dulce de leche” que tende a agradar quem prefere o alfajor clássico.
Onde comprar alfajores Suchard: Encontramos a versão mousse de chocolate em alguns kioskos, supermercados e lojas de golosinas como a Dulsisa. A versão com recheio de doce de leite é bem mais difícil de encontrar.

17) Guaymallen ($)

Uma empresa familiar nascida em 1944 em Buenos Aires que se tornou a primeira fábrica a produzir alfajores em escala industrial na Argentina. Com toda essa história, os alfajores Guaymallen teriam tudo para estar melhor rankeados na nossa lista. Mas…a impressão é que a marca foi perdendo qualidade ao longo tempo. Aliás, opinião nossa e de grande parte dos argentinos. Hoje a marca se tornou apenas “mais uma“ em meio a tantas que produzem alfajores de qualidade mediana, tentando se garantir pela tradição e pelos preços baixos. O fato de ser um dos mais baratos e de estar a venda nas lojas mais populares e em todos os kioscos tornam o alfajor Guaymallen uma grande tentação e até uma opção de bom custo-benefício, mas honestamente, se o foco é no sabor e na qualidade, existem opções melhores. 

Alfajor Guaymallen
Alfajor Guaymallen

Os principais sabores da marca são o tradicional de chocolate com doce de leite, além da cobertura de chocolate branco com recheios de doce de leite ou de membrillo (uma geleia de fruta). A massa, apesar de um pouco seca, não se parece com um biscoito – ponto positivo. O doce de leite do recheio é um pouco açucarado demais para o meu gosto – é possível sentir os cristais – e vem em pequena quantidade na versão convencional (sendo mais caprichado nas versões triple).
Onde comprar alfajores Guaymallen: Um dos mais fáceis de encontrar, a venda em todos os kioskos e em lojas de Golosinas. Na Dulsisa é possível encontrar em todos os tamanhos e sabores, ou até comprar a caixa fechada a preço de atacado.

16) Madero ($$$$)

Alfajor Madero
Alfajor Madero

Nos últimos anos se tornou moda o surgimento de marcas de alfajores com nomes dos mais famosos bairros portenhos. O já extinto “La Recoleta”, aliás, era um dos melhores alfajores de Buenos Aires, mas não resistiu às constantes crises econômicas do país. Em compensação, um dos bairros mais turísticos de Baires virou nome de alfajor: Puerto Madero. Sem a mesma qualidade do La Recoleta, o alfajor Madero é mais um da linha de alfajores turísticos. As belas embalagens e o preço acima da média conferem ao produto um posicionamento como um alfajor que deveria ser premium, mas que na verdade é de qualidade mediana. Com o mesmo investimento, é possível conseguir alfajores melhores. Mas como souvenir de viagem, pode ser uma bela opção.
Onde comprar alfajores Madero: Em kioskos nas zonas mais turísticas de Buenos Aires.

15) Bagley (Negro / Blanco) ($$)

Mais um alfajor bastante conhecido, um dos primeiros que experimentamos ainda nas primeiras viagens a Buenos Aires. O Negro ou Blanco da Bagley se diferenciam inicialmente por contarem com uma camada de castanha moída polvilhada na parte superior do alfajor, acima da cobertura de chocolate. E é justamente esse fator que torna o alfajor “polêmico” – amado por uns, odiado por outros. Nossas impressões: um alfajor de qualidade e preço intermediários, onde nenhum dos ingredientes se destaca em relação aos demais. Mesmo a tal castanha dá um toque de sabor mas não chega a ser algo marcante. Um alfajor ok, para comer sem maiores pretensões.

Alfajores Bagley
Alfajores Bagley

Onde comprar alfajores Bagley: muito comum e fácil de encontrar em kioskos e lojas de Golosinas como a Dulsisa.

14) San Telmo ($$$)

Antes de falar sobre o alfajor em si, é importante dizer que daqui por diante, todos os alfajores do ranking são muito bons e poderiam facilmente ocupar posições ligeiramente melhores ou piores. Um exemplo disso é o próprio alfajor San Telmo. Com nome de bairro famoso e pinta de “turístico”, a experiência de degustar um alfajor San Telmo nos surpreendeu ao apresentar qualidade acima da média. A embalagem de bom gosto apresenta apenas suas duas versões: negro ou blanco.

Alfajores San Telmo
Alfajores San Telmo

Seguindo a linha de um alfajor clássico, sem invencionices, o alfajor San Telmo é composto por uma boa camada de chocolate, massa de boa textura e doce de leite adequado no sabor e na quantidade. Nada isoladamente é memorável, mas o resultado? Um legítimo alfajor ao estilo bom, bonito e de preço compatível.
Onde comprar alfajores San Telmo: Em kioskos nas zonas mais turísticas de Buenos Aires e em lojas de golosinas como a Dulsisa. Encontramos também em algumas lojas de souvenires na região do Caminito.

13) Successo ($$$)

Mais uma marca do nosso ranking que se mantém na linha tradicional e obtém como resultado um produto final de sucesso! Ok, deixando de lado a inevitável brincadeira com o nome da marca, os alfajores Successo são uma boa opção de compra para quem vai a Buenos Aires. Caixa bonita, embalagem metalizada – típica dos alfajores premium – e um alfajor de boa qualidade a preços intermediários.

Alfajor Successo
Alfajor Successo

Experimentamos somente a versão recoberta de chocolate semi-amargo, que lembra bastante alfajores mais tradicionais como o Havanna – especialmente pelo toque cítrico. Com mais de 10 anos de experiência na produção de alfajores, um dos diferenciais da marca é o fato de todos os produtos serem fabricados sob o sistema kosher, que determina rigorosos padrões de controle de qualidade e higiene aplicados na preparação das matérias-primas envolvidas.
Onde comprar alfajores Successo: Kioskos e lojas de Golosinas.

12) Vauquita ($$)

Muito provavelmente você já ouviu falar na marca ‘Vauquita’. Especializada na produção de doce de leite, a marca é famosa especialmente pela versão em tabletes do doce, vendida em caixinhas que você encontra em supermercados, farmácias e todo tipo de loja de doces de Buenos Aires.

Alfajor Vauquita e o famoso doce de leite em tabletes
Alfajor Vauquita e o famoso doce de leite em tabletes

Mas o que muita gente não sabe é que a Vauquita também passou a produzir alfajores! Partindo do princípio de que a qualidade de um alfajor é diretamente proporcional à qualidade do doce de leite de seu recheio, os alfajores Vauquita já partem com uma boa vantagem. Experimentamos diferentes versões: o clássico, o “super dulce de leche” (caprichado no recheio), o de maicena (sem chocolate e com coco ralado polvilhado ao redor) e até um sabor cappuccino. Com preço intermediário, o alfajor Vauquita não faz feio. Como esperado, o destaque vai para o doce de leite do recheio. A qualidade da galleta é satisfatória, apesar de inferior a dos melhores alfajores argentinos dessa lista. Um bom alfajor com preço compatível, ideal para os amantes de doce de leite.
Onde comprar alfajores Vauquita: Na Dulsisa encontramos o alfajor Vauquita nas 4 versões que experimentamos. Pode ser encontrado também em alguns kioskos e farmácias.

11) Terrabusi ($$)

Marca tradicionalíssima de alfajores argentinos, a Terrabusi está presente em praticamente todas as redes de supermercados, kioskos e lojas de golosinas. Isso, aliado aos preços populares, faz da marca um sucesso tanto para os locais quanto para nós, viajantes. É bem verdade que muitos portenhos dizem que a qualidade não é mais a mesma dos anos 80 e 90, mas ainda assim o alfajor Terrabusi mantém um bom custo-benefício.

Alfajor Terrabusi
Alfajor Terrabusi

A versão tradicional de chocolate com recheio de doce de leite é bem competente. O chocolate da cobertura é bom, a massa e o doce de leite são ok, e o resultado é um alfajor de muito boa qualidade (não excepcional) que tende a agradar a quase todos os paladares. Existe ainda uma versão com recheio de limão no lugar do doce de leite (da mesma marca, mas com o nome de ‘Tita’). Mas o forte mesmo é o Terrabusi clássico. Esse foi o primeiro alfajor que experimentei na vida em solo portenho, e devo confessar que talvez exista um pouco de memória afetiva nessa avaliação. Mas pelo preço, pela facilidade de encontrar, pela qualidade final e pela embalagem com 6 unidades que facilita o transporte, considero o Terrabusi uma excelente opção para trazer de viagem e merecedor do 11º lugar no ranking.
Onde comprar alfajores Terrabusi: Em todos os supermercados, kioskos e lojas de golosinas como a Dulsisa.

10) Orense ($$$$)

A embalagem metálica já deixa claro: estamos falando novamente de um alfajor premium. Apesar de difícil de encontrar – vimos apenas em alguns poucos kioskos e lojas de golosinas – os Alfajores Orense podem ser uma boa opção de compra para quem gosta do padrão “Havanna” de ser. Com bons ingredientes e processo artesanal de fabricação, o resultado é um alfajor bem harmônico. Os apaixonados por doce de leite podem sentir falta de uma quantidade maior de recheio, mas ainda assim, um bom alfajor. Peca um pouco pela falta de originalidade: apesar de ser um bom alfajor, não há nada memorável ou que dê grande destaque e personalidade à marca.

Alfajor Orense
Alfajor Orense

Onde comprar alfajores Orense: encontramos somente em alguns kioskos e na loja Compañia de Golosinas

9) Abuela Goye ($$$$$)

Diretamente da Patagônia argentina, a Abuela Goye é uma das primeiras e mais conhecidas marcas de alfajores premium do país. No início era uma das poucas a fazer frente à tradicionalíssima Havanna. A primeira loja em Buenos Aires, no subsolo das Galerias Pacifico, atraiam muitos viajantes em busca de um dos melhores alfajores argentinos. Não que essa fama tenha acabado, mas o fato é que o surgimento de novas marcas e lojas especializadas em alfajores gourmet diminuíram um pouco do glamour em torno da Abuela Goye.

Alfajor Abuela Goye
Alfajor Abuela Goye

Atualmente a marca possui outras lojas por Buenos Aires e oferece desde alfajores recheados com doce de leite com cobertura de chocolate branco, meio amargo ou glacê, passando por recheios de amêndoas e nozes, até opções frutadas como os de framboesa, rosa mosqueta, frutas vermelhas ou mousse de morango. Analisando a versão mais clássica (doce de leite com chocolate “semi-amargo”), o alfajor é fino, de textura leve e bem menos doce que a média. Tem um ligeiro retrogosto cítrico, similar ao dos alfajores Havanna. A massa é bem escura, parecendo conter um pouco de chocolate na receita. É possível sentir a textura na mordida (não fica um creme uniforme na boca). Presença marcante do chocolate, e menos do doce de leite, que poderia ser mais caprichado na quantidade. Se mantém dentro do estilo mais “artesanal”, até mesmo na embalagem. O alfajor como um todo é frágil e quebradiço – vai ser difícil chegar intacto se despachado na mala.
Onde comprar alfajores Abuela Goye: somente nas lojas da Abuela Goye (as principais estão nas Galerias Pacífico e na Calle Florida

8) El Tobiano ($$$)

Alfajor El Tobiano
Alfajor El Tobiano

Logo de cara, o que chama a atenção de quem encontra um alfajor El Tobiano é a quantidade ‘obscena’ de doce de leite em seu recheio, quase desproporcional. Experimentamos os mini alfajores da marca na versão clássica e maicena. Apesar do sabor cítrico remeter aos demais alfajores premium, o conceito de fugir das proporções convencionais e utilizar uma embalagem transparente e uma apresentação mais rústica chamam a atenção. Claro que o grande destaque está na quantidade de doce de leite do recheio: tem muito mais recheio do que biscoito ao redor. Apesar disso, não achamos exageradamente doce, e na mordida, tudo se mistura perfeitamente. A sensação de uma textura mais cremosa e úmida, e menos seca, dão personalidade própria e lugar de destaque ao alfajor El Tobiano em nosso ranking dos melhores alfajores argentinos. Ideal para quem procura um produto premium e que fuja da mesmice dos alfajores convencionais.
Onde comprar alfajores El Tobiano: alguns kioskos e nas lojas Dulce de Leche & CO.

7) La Goulue ($$$$$)

A criatividade para unir duas paixões do argentino: alfajor e vinho Malbec. Só isso já seria razão suficiente para que os alfajores La Goulue estivessem nessa lista de melhores alfajores argentinos. Sim, eles criaram o alfajor recheado de Malbec! Antes de experimentar, imaginávamos que o Malbec pudesse substituir o doce de leite. Mas não, na verdade é uma espécie de geleia de malbec que é inserida como um quarto elemento, dividindo o espaço do recheio com o doce de leite.

Alfajor La Goulue
Alfajor La Goulue

Mas de nada adiantaria apenas a originalidade se a combinação não funcionasse. Com chocolate belga, boa massa e bastante dulce de leche, o La Goulue já seria um alfajor top de linha mesmo sem a inovação. O Malbec dá o diferencial, trazendo algo inesperado para uma mordida de alfajor, que é a ligeira acidez provocada pela redução do vinho convertido em geleia. De uma forma leve, há que se ressaltar – mesmo quem não gosta do vinho ou de bebidas alcoólicas pode experimentar sem problemas, já que o álcool se evapora no processo. Nada parecido com um bombom de licor, por exemplo.

Nossos dois “poréns”: 1) ao comer em temperatura ambiente, o recheio de Malbec fica mais líquido do que o esperado e pode dificultar uma experiência sem “acidentes”; 2) não sei se por conta do processo artesanal ou se pela própria natureza da geleia de malbec, mas notamos uma certa irregularidade na forma como ela se espalha pelo recheio. Por vezes, a mordida pode vir sem o toque de malbec; em outras, a geleia parece concentrada demais. Até o momento é a única marca que ousou propor a combinação desses elementos tão icônicos da gastronomia argentina. Recomendamos a experiência desse alfajor que sem dúvidas tem tudo a ver com a Argentina.  
Onde comprar alfajores La Goulue: alguns kioskos e em lojas especializadas em alfajores artesanais como a La Casa del Dulce de Leche.

6) Havanna ($$$$$)

Para grande parte dos brasileiros, quando se pensa em alfajor argentino, se pensa em “Havanna”. A mais famosa marca de alfajores argentinos perdeu um pouco do “glamour” como presente de viagem no momento que passou a vender seus produtos também no Brasil. Apesar do grande crescimento da marca obviamente conduzir a produção de alfajores para um modelo mais industrial, o padrão de qualidade se mantém elevado e garante os produtos da marca acima da média. 

Alfajor Havanna
Alfajor Havanna

O sabor levemente cítrico é um dos símbolos, e por que não um dos segredos do sucesso da Havanna. Ao longo dos anos, o padrão Havanna de qualidade acabou sendo copiado por inúmeras marcas de alfajor premium. Confesso também que é justamente isso que nos cansou um pouco em relação a experiência de degustar um alfajor Havanna, especialmente nos “convencionais” da marca como o tradicional de chocolate ou de chocolate branco.

Entretanto, após alguns anos apenas surfando o sucesso, a Havanna tem investido em novos sabores que podem trazer um sopro de esperança para que a marca volte a ocupar lugar de destaque na preferência dos argentinos. Um exemplo disso é o excelente alfajor ‘70% cacao puro’, nosso atual favorito da Havanna. O chocolate de ótima qualidade se faz presente também na massa, e o resultado final é um alfajor menos doce, menos cítrico, e com uma ótima textura. Ainda vale a pena comprar os produtos da Havanna em Buenos Aires por custarem a metade do preço daqui e por terem sabores exclusivos que só estão a venda na cidade portenha. 

Onde comprar alfajores Havanna: em lojas próprias da Havanna (tem uma até no aeroporto de Ezeiza, com preços padronizados em relação às demais lojas) e em alguns poucos supermercados. É vendido também do Duty Free dos aeroportos de Buenos Aires, após o embarque, mas aí os preços são inflacionados.

5) Café Martinez ($$$$)

A tradicional rede de Café Martinez é talvez a mais popular de Buenos Aires. Espalhada por toda a cidade, é uma espécie de Starbucks portenha. O que nós não sabíamos e só viemos a descobrir na última visita a Buenos Aires é que a rede também produz o seu próprio alfajor, que leva o nome da marca.

Alfajor Cafe Martinez
Alfajor Cafe Martinez

Experimentamos os alfajorcitos nas versões Blanco e Negro. O blanco é recoberto de chocolate branco (e não açúcar), e a massa é bem escurinha, parecendo levar um pouco de chocolate na receita. A textura é intermediária entre o crocante e o macio. Recheio bem farto de doce de leite também de marca própria. O sabor remete bastante a mel e baunilha, quase nada cítrico. Apesar de bem doce, é muito gostoso, especialmente para tomar acompanhado de um café preto. A versão Negro é basicamente a mesma coisa, só que um pouco menos doce no resultado final pela troca do chocolate branco pelo chocolate meio-amargo. Ainda assim, pedindo por um bom café para acompanhar. Agradável surpresa de nossa última viagem por Buenos Aires.
Onde comprar alfajores Martinez: Somente nas lojas do Café Martinez. O que não é exatamente um problema, pois é possível encontrar uma em cada esquina de Buenos Aires.

4) Entre Dos ($$$$$)

A Entre Dos é uma marca premium de alfajores argentinos de produção artesanal da cidade de Mendoza. Até recentemente era pouco conhecida entre os brasileiros – e até mesmo entre os argentinos. Entretanto, a marca ganhou fama após ser premiada algumas vezes em um evento anual de alfajores, a Fiesta Nacional del Alfajor (sim, a paixão pelo alfajor é tamanha que existe até um evento só dele). E o alfajor Entre Dos foi considerado pelo juri especializado simplesmente como o “Melhor alfajor argentino”.   

Alfajor Entre Dos
Alfajor Entre Dos

Experimentamos somente as versões ‘negro’ (chocolate e recheio de doce de leite) e a de chocolate branco, mas existem ainda outras versões, como uma que leva rum na receita. A boa qualidade dos ingredientes é perceptível no sabor e no aroma. Especialmente na versão ‘negro’, o chocolate meio amargo e o farto doce de leite artesanal combinam muito bem com a massa que também leva chocolate na receita. A textura é intermediária, nem tão macia, nem crocante como os “biscoitões”. Poderia ser um pouquinho menos doce para o nosso gosto pessoal. Um belo exemplar de alfajor premium.
Onde comprar alfajores Entre Dos: Em Buenos Aires, encontramos para vender apenas nas lojas da Dulce de Leche & CO, especializadas em alfajores e doces de leite premium.

3) Jorgito ($$)

Pergunte a um portenho “qual o melhor alfajor argentino?”. Para a maioria a resposta será “Jorgito”. O que explicaria esse fenômeno? Ser fácil de achar? Ser barato? Algum aspecto emocional? A qualidade? Na verdade, é a combinação de todos esses fatores que fazem o alfajor Jorgito ser tão queridos entre os locais.

Alfajor Jorgito
Alfajor Jorgito

Os alfajores Jorgito são aqueles que o argentino come desde criança, que leva para a escola de merenda, que tem “gosto de infância”. No nosso caso em particular, já se vão mais de 10 anos desde a primeira viagem até Buenos Aires e a primeira experiência com um Jorgito. A cada vez que retornamos, a impressão é de que os alfajores Jorgito conseguiram paralisar a passagem do tempo – permanecem iguais no sabor, na embalagem e na preferência do gosto popular. E até dos turistas, é bom que se diga. O boca a boca e os muitos relatos em blogs de viagem ajudaram a tornar a marca famosa também entre os brasileiros que visitam Buenos Aires e a Argentina. Quem experimenta um alfajor Jorgito não esquece jamais! 🙂

Existem alfajores Jorgito para todos os gostos, do tradicional (com chocolate e doce de leite) passando pelo glaceado de açúcar, até uma versão com recheio de geleia de frutas e chocolate branco! Mas o maior diferencial talvez seja a versão “alfajorcitos” – porções com 6 unidades de mini-alfajores Jorgito que você vai encontrar em QUALQUER lugar que venda alfajores. Para os mais gulosos, existe ainda o “Jorgelín”, a versão “maxi” do Jorgito, com 3 camadas e mais recheio. Mas o nosso favorito continua sendo o pacotinho vermelho de mini-alfajores (o mais tradicional), perfeitos para degustar com um café após o almoço. Sem dúvida, os alfajores argentinos com melhor custo-benefício. 
Onde comprar alfajores Jorgito: Outro que é bem fácil de encontrar. Está presente em todos os supermercados, kioskos e lojas de golosinas espalhadas pela cidade, especialmente em sua versão “mini”, em pacotes de 6 unidades. Os melhores preços que encontramos foram em promoções de supermercados ou nas lojas Dulsisa.  

2) Capitan del Espacio ($$$)

Se você perguntou para algum portenho “qual o seu alfajor favorito?” e a resposta não foi “Jorgito”, é provável que tenha sido “Capitan del Espacio”. De nossa parte, foram anos apenas ouvindo falar desse alfajor quase “lendário”, até que finalmente na quinta viagem por Buenos Aires encontramos o alfajor Capitan del Espacio. Em muitos blogs (especialmente de moradores locais) esse é quase sempre apontado como o melhor alfajor argentino. Com tanta expectativa – a mãe de todas as frustrações – conseguimos comprar e experimentar na versão de chocolate negro e o de merengue (banhado em açúcar em volta). E não é que o alfajor é mesmo uma delícia? 

Alfajor Capitan del Espacio
Alfajor Capitan del Espacio

A embalagem não se diferencia muito de outros alfajores industriais e dá poucas pistas do que te espera. Mas o que torna o alfajor Capitan del Espacio “especial”? No caso da versão de chocolate, é a combinação perfeita entre os 3 elementos: o doce de leite, o chocolate e a massa. Cada mordida se mostra saborosíssima, lembrando a textura de um brownie perfeitamente executado. Quase não há sabor cítrico ou retrogosto de conservantes, harmonizando muito bem o doce de leite e o chocolate sem se tornar exageradamente açucarado. 

Mas a versão de merengue (à moda antiga) consegue ser ainda mais saborosa. A camada de açúcar de confeiteiro se desfaz a cada mordida, e a sensação é de estar degustando um alfajor totalmente artesanal. Delicioso e ainda por cima com ótimo custo-benefício!   

O padrão de qualidade se conservou ao longo dos anos a partir do processo de produção que ocorre em uma pequena fábrica, mantida desde o início com o mesmo número de funcionários. A massa, uma receita secreta de família, permanece sendo feita de maneira artesanal como nos velhos tempos. Preservar o sabor faz parte da regra número 1 dos atuais proprietários, que priorizam a qualidade ao invés da quantidade. Um alfajor raro, icônico, quase uma relíquia de viagem, que faz jus à sua popularidade.

Onde comprar alfajores Capitan del Espacio: é possível garimpar em alguns kioskos e em lojas especializadas como a Dulsisa ou “Compania de Golosinas” espalhadas por diversos bairros de Buenos Aires. Não pense duas vezes: quando encontrar, compre logo para garantir o seu! 

1) Cachafaz ($$$$$)

Talvez a maior concorrente da Havanna em termos de alfajores “premium” de grande alcance, a Cachafaz continua a produzir os melhores alfajores argentinos – em nossa humilde opinião. Apesar do preço inflacionado ter nos assustado um pouco na última viagem a Buenos Aires, o investimento ainda vale a pena. Vendidos por unidade ou em caixas com 6, 12 ou até 24, os alfajores Cachafaz são produzidos em 4 tipos: clássico (doce de leite e cobertura de chocolate negro de excelente qualidade); chocolate branco; mousse (ao invés de doce de leite, recheio de mousse de chocolate e massa mais crocante) e o alfajor de maicena, o nosso favorito do momento entre todos os alfajores argentinos.

Alfajor Cachafaz
Alfajor Cachafaz

Neste último, a massa é extremamente macia e delicada, sem nenhuma cobertura de chocolate ou de açúcar. Em seu interior, uma quantidade quase exagerada do legítimo dulce de leche – o “quase” é porque não existe exagero quando se trata de doce de leite, concordam? E para finalizar, uma sutil camada de coco ralado bem fininho ao redor dá o toque final que garante a perfeição. A verdade é que a Cachafaz se destaca por todos os seus alfajores serem, sem exceção, de altíssima qualidade – até o de mousse, que geralmente não entra no nosso rol de favoritos. Com sabor menos doce do que a média, massa na textura correta, cobertura (quando existe) de boa procedência, pouco destaque para o sabor cítrico e um recheio de doce de leite saborosíssimo, os alfajores Cachafaz são do tipo que agradam a todo mundo. 

Onde comprar alfajores Cachafaz: um dos mais fáceis de encontrar. Está a venda nos principais supermercados, Kioskos, lojas especializadas e até em algumas lojas premium. As vezes é possível encontrar no Duty Free do aeroporto, mas como de costume, os preços são acima do praticado nas demais lojas.


Dica final: Cuidado com a validade

Um cuidado que você precisa tomar na hora de comprar alfajores é observar a data de validade. Alfajores em geral são um produto bastante artesanal e possuem validade curta. Dificilmente você vai encontrar um alfajor com validade de mais de 2 ou 3 meses, nem mesmo entre os mais industriais. Por conta disso, quando for comprar preste bem atenção na data de validade, especialmente se for trazer para o Brasil. Senão corre o risco de precisar comer tudo de uma vez logo que chegar (que sacrifício, não é mesmo?).

Independente da validade, normalmente a gente coloca os alfajores direto na geladeira. Primeiro porque ele geladinho é muito mais gostoso! Mas também por precaução – o produto pode durar menos ainda em função da diferença de temperatura. Estando na geladeira, já comemos alfajor “vencido” a mais de 3 meses que estava em perfeitas condições. Tanto que estou aqui pra “contar a história” até hoje! 😉 Já na primeira viagem que fiz para a Argentina, dei bobeira e não coloquei alguns alfajores na geladeira. Quando abri, mesmo na validade, estavam todos mofados. 🙁


E aí, gostou do nosso ranking? Concordou com as nossas escolhas e com o melhor alfajor argentino? Tem alguma marca de alfajor argentino que você adorou e que não está nessa lista? Então conta pra gente aí nos comentários que vamos fazer de tudo para achar e experimentar em uma próxima viagem a Buenos Aires. 🙂


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Augusto
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Augusto
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9 comentários
  • BUENOS AIRES ARGENTINA
    alo srs.turistas, meu nome e nestor angel fernandez sou asistente turistico de buenos aires , ( buenos aires turismo en taxi) con servicios privativos
    1) transfer dos aeroportos para hoteis
    2) varios tipos de city tour dentor de la cidade de buenos aires
    3) zoologico lujan
    4) show do tango con jantar e tudo incluido con un 40% de desconto
    5)passeo do la cidade do tigre en navio catamaran
    6)colonia sacramento uruguai
    7)visita a estancias tipo festa gaucha campera con almorco incluido
    para maio conforto do srs. turisas, fazemos. servicio de cambio de reais o dolares por pesos argentinos. Para sua seguranca e conhecimento melhor dos nossos servicos podem acessar site:

    facebook.com/nestorangelfernandez
    facebook.com/buenosairesturismoentaxi
    [email protected]
    whtas app +5491133373878
    ar.linkedin.com/pub/nestor-angel-fernandez/15/381/b0/

  • Ótima análise!
    Eu sou um apaixonado de sangue por alfajores da Argentina. Uma dica muito boa é que o La Recoleta está sendo substituído gradativamente por um novo nome “Trassens”, que aliás tem uma embalagem muito parecida, e o melhor: aquele gosto maravilhoso do Recoleta, que sem dúvida, um dos melhores da Argentina.

    • Nossa, que legal! Valeu pela dica! E onde é possível encontrar esse alfajor? Estivemos em Buenos Aires recentemente e não encontrei esse. Grande abraço!

  • Olá ! Acabei de voltar de Buenos Aires e posso falar que surpreendentemente o lugar mais barato para comprar alfajor foi nas lojinhas do aeroporto da volta para o Brasil ! Compramos caixas com 6 alfajores Cachafaz por 330 pesos (Equivale a 18 reais , considerando 1 real por 18 pesos) no Carrefour Market …. isso foi logo. Início da viagem , pois acreditávamos que o supermercado tinha o preço mais atrativo …Ressalto que nos kioskos de Buenos Aires estavam vendendo a unidade por 60 pesos…todavia , um dia achamos a mesma caixa vendida por 285 pesos na loja La Vaca Lechera (fica na rua defense – mesma rua da feira de San Telmo ). Está loja vende diversos doces de leite premium (como o Campo Quijano , Salamandra , etc por 260 pesos ) … Gostamos muito da loja pq aceitava real pela mesma cotação da casa de câmbio : 1 real por 18 pesos . Todavia , Na volta para o Brasil , no aeroporto , tem várias “kioskos” na área de embarque do aeroporto que vendem a mesma caixa por 260 pesos !A caixa com 12 estava 550 pesos !! Aproveitamos que tínhamos alguns pesos sobrando e compramos tudo de alfajor !!!
    Dica : trocamos os nossos reais em uma casa de câmbio em Puerto Madero chamada Câmbio Baires que pagava 18 pesos por 1 real . também trocamos por esta mesma cotação na casa de câmbio “Mais Brazucas “ que fica na rua Florida (fica dentre de um prédio) … ! Fiquem de olho na conversão pq no shopping “Galeria Pacífico “ tem uma casa de câmbio que paga apenas 14 pesos por 1 real (valores de final de dezembro de 2019 – entre o Natal e o ano novo ) .

  • Olá, bom dia. Sugiro, na próxima viagem, experimentar os alfajores da marca Balcarce (Postres Balcarce), são divinos.

    Existem em lojas próprias (franquias), são de B. Blanca más vendidos em Buenos Aires.

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