13 de janeiro de 2018

Quer viajar para a França? 10 dicas essenciais para planejar sua viagem

O título do post já começa com uma pergunta que pra 99,9% dos brasileiros a resposta é: SIM! Quem não quer viajar para a França? O país é um dos destinos de viagem que mais atrai turistas, e Paris está sempre na lista das 3 cidades mais visitadas em todo o mundo. Sem dúvidas a França e sua capital Paris são o sonho de consumo de muitos brasileiros. Mas é na hora de transformar em realidade que as dúvidas aparecem – independente de você ser um turista de “primeira viagem” ou alguém habituado a frequentar aeroportos e diferentes destinos nacionais e internacionais. Cada país tem regras, características e questões específicas que devem ser levadas em conta na hora do planejamento da viagem. E a França não é diferente. 🙂

Quando é a melhor época do ano para viajar para a França? O que é preciso levar de documentação? Tem que fazer visto? É melhor fazer câmbio e levar dinheiro vivo ou pagar tudo no cartão?  Nesse post, preparamos e detalhamos algumas dicas básicas – e essenciais – que vão ajudar você no planejamento da sua viagem para a França.

1) Passagens aéreas

Partindo do Brasil, as 2 companhias aéreas que oferecem vôos DIRETOS para a França são a LATAM e a Air France. Existem vôos diretos saindo do Rio de Janeiro, de São Paulo ou de Fortaleza, sempre tendo como destino um dos aeroportos de Paris: o Charles de Gaulle ou o aeroporto de Orly. Além dessas companhias, existe uma lista interminável de empresas aéreas com vôos para a França, mas sempre com escala – Delta, Emirates, KLM, British, Lufthansa, American Airlines e Alitalia são só algumas delas.

Se o seu destino final for outra cidade da França que seja Paris, aí necessariamente seu voo não será direto. Para os demais aeroportos do país, mesmo das cidades grandes como Lyon, Marselha ou Bordeaux, as companhias aéreas oferecem vôos em menor quantidade e sempre com escalas. Por conta disso, as passagens mais baratas tendem a ser via Paris, já que “todos os destinos passam por Paris”. Como se fosse um grande sacrifício ter que passar por Paris, não é mesmo? 🙂

Promoções de passagem podem acontecer a qualquer momento e são imprevisíveis, mas normalmente a regra para conseguir os melhores preços é começar a sua busca com pelo menos 6 meses de antecedência. Em média, um voo ida e volta do Brasil para a França (via Paris) comprado com alguma antecedência custa na faixa de R$3.000,00 por pessoa (já com as taxas). Claro que em períodos promocionais é possível encontrar passagens até por menos da metade desse preço. Assim como deixando pra cima da hora, você vai gastar tranquilamente uns R$5000 ou mais pelas passagens.

Outra forma de comprar suas passagens para a França é usando milhas. Isso porque os 2 maiores programas de fidelidade do Brasil (Multiplus e Smiles) oferecem passagens que podem ser resgatadas em seus programas de milhagem. Mas se os preços das passagens já oscilam em dinheiro, em milhas o negócio é ainda mais complexo. Por exemplo, as nossas passagens para Paris foram emitidas durante uma promoção da Multiplus e custaram 42 mil milhas por pessoa (ida e volta). Mas normalmente cada trecho custa na faixa de 50 ou 60 mil milhas em ambos os programas de fidelidade. Seja em dinheiro, seja em milhas, a dica é pesquisar bastante, com o máximo de antecedência possível.

2) Documentação

Para brasileiros, é obrigatório apresentar passaporte com pelo menos 4 meses de validade (essa é a informação oficial, mas recomenda-se 6 meses de validade para evitar transtornos). #Dica: fique atento a data de validade do seu passaporte e inicie o processo de renovação antes do prazo, caso você tenha viagem marcada. Documentos como carteira de identidade, CPF ou carteira de motorista não são aceitos. Ao contrário de viagens para os EUA, não é necessário visto se a sua viagem para a França não durar mais de 90 dias. Outro item fundamental a ter em mãos é o comprovante do seguro viagem (falaremos mais sobre ele no item 7 dessa lista).

Para quem tem dupla cidadania européia (mesmo que não seja a cidadania francesa), basta apresentar o passaporte da comunidade européia (já que a França faz parte da zona do Euro). Nesse caso, não é necessário o seguro viagem.

Já para quem pretende dirigir com carro alugado, é importante fazer a carteira de motorista internacional. No exterior, este documento deve ser apresentado junto com carteira de motorista brasileira, pois somente os dois juntos tem valor e habilita o condutor do veículo. Consulte no site do Detran todas as informações para poder dirigir tranquilo em meio a vinhedos, castelos e vilarejos encantadores. <3

Dica #viajaredemais: Na chegada a França, ainda no aeroporto, pode acontecer de funcionários da imigração solicitarem informações sobre a sua data de volta e sobre o local onde irá se hospedar. As vezes fica só na conversa, as vezes é necessário apresentar “provas” (e-mail da passagem de volta ou da reserva do hotel/apartamento). Na dúvida, leve impressa qualquer comprovação que deixe claro que você não está se mudando de “mala e cuia” para o país. 🙂

3) Hospedagem

Se você não tem um apartamento em Paris ou uma casinha na beira da praia em Marselha, o mais comum é recorrer a um hotel ou apartamento de temporada. Toda a França é muito bem servida em sua rede hoteleira, mas os preços são em geral bem acima da média, especialmente em Paris. Mas ainda assim é possível encontrar desde albergues e pequenos hotéis familiares até luxuosos hotéis 5 estrelas (que são caros mas de fato oferecem experiências únicas). Em nossas viagens ficamos em hotéis como o Le Narcisse Blanc em Paris, o Le Cep em Beaune, o Grand Hotel La Cloche em Dijon e o Sofitel em Estrasburgo que eram de padrão super elevado, com qualidade e conforto que poucas vezes encontramos nas nossas viagens pelo mundo.

Existe ainda uma terceira opção bem característica da França, que são os chamados “chambres d’hotes” – algo na linha dos “bed and breakfasts”. O chambre d’hote funciona como algo intermediário entre os hotéis e os apartamentos de temporada. A estrutura é mais enxuta que a de um hotel, mas oferece café da manhã e outros mimos típicos da experiência hoteleira. A gente chegou a ficar hospedados dessa maneira em Colmar (cidadezinha da rota dos vinhos da França), no Chez Cécile et Myriam – e adoramos a experiência. 🙂

Mas a grande pergunta é: qual dessas opções vale mais a pena?

A resposta é: depende. Nossa impressão particular é: os hotéis bons (4 estrelas em diante e alguns de 3 estrelas) são de fato MUITO bons, mas são caros; os hotéis intermediários, principalmente em Paris, podem ter quartos minúsculos, barulhentos ou serem muito afastados dos bairros centrais, não compensando a “economia”. De qualquer forma, se você começar a procurar por hotéis com antecedência (pelo menos 3 meses antes da viagem), e seguir o nosso passo a passo para conseguir os melhores hotéis pelos menores preços, é bem possível encontrar bons hotéis a preços similares ao dos apartamentos de temporada.

Para pesquisar por hotéis e chambres d’hotes, a dica é começar pelo Booking.com. Se a sua opção for por alugar um apartamento, a grande referência continua sendo o Airbnb.



4) Clima

É claro que o clima vai depender da região exata que você pretende visitar, mas a França como um todo tem suas estações do ano muito bem definidas: Primavera com clima ameno e temperatura média de 15º a 25º, com jardins floridos colorindo a paisagem; verão com temperaturas médias de 20° a 30º (podendo chegar a mais de 35º nos dias mais quentes) e com dias muito longos (no auge do verão, o sol só se põe às 21h30); outono com árvores cobertas de folhagem amarelada ou quase sem folhas e temperaturas de 10ºC a 20ºC e inverno rigoroso, com dias mais curtos (escurecendo por volta das 15h30), e muitos dias de neve e temperaturas abaixo de zero. Em geral quanto mais ao norte da França (Paris, Estrasburgo, Lille), mais frio, e quanto mais ao sul (Lyon, Marselha, Nice) mais quente. Para ter uma ideia, eu já peguei -16ºC em Paris viajando durante o carnaval (inverno europeu), e mais recentemente pegamos 36ºC em Lyon em agosto (verão).

A época do ano vai influenciar em muita coisa do seu planejamento – a começar pela quantidade de roupas na mala de viagem, passando pela escolha da região a visitar ou o estilo de viagem a se fazer – mas de um modo geral a França é um país muito bem preparado para todas as estações.

Dica #viajaredemais: Muita gente nos pergunta se vale a pena viajar no verão por conta da França ser “muito quente”. Opinião pessoal: pra gente que mora no Rio de Janeiro e já passou por alguns verões cariocas, o “calor” parisiense é super tranquilo. Só confirme se seu hotel oferece ar condicionado nos quartos (ao contrário do Brasil, ar condicionado não é um item “obrigatório” entre os hotéis franceses). Eu particularmente acho que cada época do ano tem o seu valor. No inverno, por exemplo, as paisagens cobertas de neve e o charme dos mercados de Natal e das comidas e bebidas típicas são uma experiência única e inesquecível. Ao mesmo tempo, ver as pessoas ocupando as ruas e ter luz do sol clareando até quase 22h da noite fazem do verão uma época ótima para aproveitar ao máximo cada dia de viagem.

5) Época do ano e feriados

Além das variações climáticas, faz toda a diferença saber se a sua viagem para a França será na “alta temporada” (principalmente entre junho e setembro). Nessa época, algumas cidades ficam abarrotadas de turistas (Paris e cidades litorâneas principalmente). As atrações principais fatalmente ficarão mais cheias, e você precisará de mais tempo para conseguir realizar a sua programação. Além disso, viajar em alta temporada pode exigir um gasto maior com hotéis e uma antecedência maior para montar a sua programação e reservar os passeios e visitas às atrações da cidade.

Outro detalhe que quase ninguém sabe é que agosto (e não julho, como no Brasil) é o mês de férias coletivas dos franceses, e eles aproveitam essa época para tirar férias mesmo! Algumas cidades e até algumas regiões de Paris ficam desertas, com o comércio de maneira geral fechado. É assim na França toda. Chegamos a ver cidades do interior que pareciam cidades fantasmas nessa época. Há quem diga que em agosto você encontrará mais turistas do que parisienses em Paris. Isso quer dizer que “não vale a pena viajar para a França em agosto”? Negativo. A gente foi e amou! 🙂

6) Dinheiro

A moeda oficial na França (e em grande parte da Europa) é o Euro. O valor do Euro em relação ao Real oscila diariamente, e ultimamente tem variado na faixa dos R$3,80/R$4,00 para cada €1. Do ponto de vista da aceitação, tanto dinheiro vivo (obviamente) quanto cartões de crédito são bem aceitos em grande parte do país. Se a sua viagem é somente por grandes cidades, o cartão de crédito será aceito em 99,9% dos casos. Para quem planeja conhecer cidades menores, a dica é ter sempre dinheiro em espécie para garantir e não contar somente com o cartão de crédito. Mercados e feirinhas de rua em geral só trabalham com dinheiro vivo também.

Agora, do ponto de vista do que vale mais a pena, cartões de crédito estão sujeitos a impostos (IOF de 6,38%) e cotações que podem variar de acordo com o humor dos mercados ou o dia de fechamento da sua fatura. A vantagem é a segurança e as milhas que você vai ganhar concentrando as despesas no cartão. Já o dinheiro em espécie tem o “risco” de você perder ou de ser roubado (sim, cuidado com os batedores de carteira, eles existem de verdade!), mas a vantagem é saber exatamente quanto está pagando por cada euro e ter menos alíquotas de impostos.

Para usar seu cartão de crédito, são necessárias 2 coisas: 1) o cartão tem que ser internacional; 2) você precisa habilitar o seu cartão para uso no exterior durante o período da viagem (isso pode ser feito pelo seu gerente ou por você mesmo através do aplicativo ou site do banco). Para dinheiro em espécie o ideal é comprar os euros no Brasil, em bancos ou casas de câmbio.

Dica #viajaredemais: Para compra de dinheiro em espécie tenho usado o aplicativo Melhor Câmbio. Ele encontra as melhores cotações das casas de câmbio da sua cidade, e pelo menos aqui no Rio de Janeiro a cotação encontrada por lá tem sido imbatível.

Outra dúvida frequente sobre dinheiro é “quantos euros eu devo levar para a minha viagem?”, ou “quanto vou gastar por dia quando viajar para a França?”. É mais uma pergunta cuja resposta é…Depende! Depende do seu perfil de viajante, do quanto pretende gastar em compras, dos restaurantes que pretende frequentar, etc.

O que dá pra dizer é que a França é um país caro (acima da média na Europa), e Paris especialmente é uma cidade bem cara. Para uma viagem intermediária, sem muito luxo, é bom reservar de €70 a €100 por pessoa por dia, excluindo os gastos com hotéis e passagens aéreas.

7) Idioma

“Parlez-vous français?” Se você não entendeu a pergunta, é sinal de que não, você não fala francês. Rsrsrs

Por mais que seja uma língua de origem latina como a nossa, a verdade é que francês é uma língua bem diferente do português, e muita gente fica com receio de viajar sem saber nada do idioma, com dúvidas se vai conseguir se virar bem por lá, ou se arranhar aquele inglês básico será o suficiente. Já vou começar desfazendo aquele mito de que o francês vai te tratar super mal se você falar inglês. Se isso em alguma época foi verdade, hoje em dia isso foi superado. É óbvio que se você se esforçar para falar um mínimo de francês na hora de estabelecer uma conversa, vai conseguir gerar mais simpatia (com a gente aqui no Brasil também não é assim?). Mas não precisa ter medo de falar inglês com um francês, porque ninguém vai te destratar por isso.

Grande parte da população fala inglês razoavelmente bem, principalmente os mais jovens (apesar do sotaque francês carregado). Sim, encontramos algumas pessoas que sequer arranhavam uma palavra em inglês, mas foram exceções. Nesses casos, eu me virava no francês e ia traduzindo em tempo real pra Chai.  🙂

Mas já que você vai para a França, por que não se esforçar para tentar aprender algumas palavrinhas básicas? Vai facilitar bastante a sua vida e minimizar sua dependência do Google Tradutor.
“Oui” = sim;
“Non” = não;
“Bonjour” = Bom dia/olá;
“Merci” = obrigado/a;
“Excusez-moi” = perdão, me desculpe ou me de licença.
“Carafe d’Eau” = Garrafa de Água (essas palavrinhas mágicas te farão economizar bons euros nas refeições, já que por lei, a “carafe d’eau” é gratuita nos restaurantes franceses).

Dica #viajaredemais: Cardápios são sempre meio complicados de entender pra quem não conhece o idioma, e muitas vezes não existe a opção do cardápio em inglês. A dica é: se tem alguma comida ou ingrediente específico que você não coma em hipótese alguma, decore a escrita dessa palavra para pelo menos evitar pedir um prato que você não vai conseguir comer.

8) Seguro Viagem

Para um turista viajar para a França (e para muitos países da Zona do Euro) é obrigatório possuir um seguro viagem com cobertura de valor mínimo de 30 mil euros. Essa exigência se aplica em todos os países signatários do Tratado de Schengen, um acordo assinado por alguns membros da Comunidade Europeia que promove a livre circulação de pessoas entre seus países. No momento da chegada na França, tenha em mãos um comprovante impresso do seu seguro para apresentação (caso seja solicitado).

Dica #viajaredemais: Nas nossas viagens costumamos utilizar a Seguros Promo. Geralmente a gente faz seguro torcendo pra não precisar, né? Mas na única ocasião em que precisei de fato utilizar o seguro a experiência com a Seguros Promo foi muito positiva. Em uma viagem para a Argentina meu pai apresentou um problema de saúde e foi preciso levá-lo para exames mais detalhados em um hospital. Bastou ligar para o número de telefone indicado pela Seguros Promo (atendimento rápido e todo em português) que conseguimos a liberação para a internação e os exames, tudo sem pagar nada e sem maiores burocracias. Além disso, o site deles é super fácil de usar, e o preço é imbatível. Hoje em dia já nem perco tempo comparando com outras seguradoras. E pra que é leitor do Viajar é Demais, se você entrar por ESSE LINK ou pelo banner aí embaixo e utilizar o cupom de desconto pra ganhar um descontão no preço final.

9) Vacinas

Para viajar para a França não são exigidas vacinas ou comprovantes de vacinas anteriores.

10) Duração da viagem

Depois de todo esse planejamento, aproveita que já vai investir uma grana na viagem e fique por tempo suficiente. Não caia na armadilha de tentar conhecer o máximo de cidades possíveis em poucos dias porque normalmente você acaba não conhecendo nenhuma delas direito. Se é sua primeira viagem para Paris, nem pensar em ficar menos de 5 dias por lá. “Ficar pouco tempo em Paris”, aliás, é um dos “12 erros que podem atrapalhar (e muito) a sua experiência em Paris”. Quer saber quais são os outros 11 erros? Clica aí embaixo pra saber! 😉

+ 12 erros que podem atrapalhar (e muito) a sua experiência em Paris

Compartilhar esse post:
Tags:

Sobre Augusto

Augusto

Jornalista e professor, viajando sempre em busca de novas cervejas, de boa comida e das melhores promoções.

  • Email

Escreva um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.