14 de janeiro de 2019

O que fazer em Colmar em 1 dia: roteiro de 24 horas na capital dos vinhos da Alsácia

Sabe aquelas cidadezinhas medievais, floridas nas épocas de calor ou cobertas de neve branquinha no inverno, cercadas de colinas com vinhedos, cortadas por um rio que reflete casinhas coloridas tal qual um espelho? Na Rota de Vinhos da Alsácia você vai passar em meio a dezenas de lugarejos como esses. Dentre todas as cidades, Colmar talvez seja a mais famosa, sendo uma legítima representante do estilo alsaciano de ser.

Com aproximadamente 70 mil habitantes, Colmar é a 3ª maior cidade da Alsácia, região na fronteira entre França e Alemanha. Por conta disso, reúne uma série de características culturais e gastronômicas dos dois países, desde a arquitetura das casas até as comidas típicas. Por ter se mantido quase intacta aos vários períodos de guerras que envolveram os dois países, seu centro histórico é uma verdadeira preciosidade com quase mil anos de história muito bem preservada.

Colmar até possui museus importantes com o Musée Unterlinden, o Bartholdi ou o Musée du Jouet (Museu do Brinquedo). Mas o maior barato mesmo é andar a pé pela cidade, explorar cada ruazinha e admirar suas fachadas coloridas e a arquitetura tão característica dessa região privilegiada em beleza.

Fachadas das casas em estilo enchaimel de Colmar

Fachadas das casas em estilo enchaimel de Colmar

 

E o que dizer das placas decorativas espalhadas pelas cidade, sinalizando o tipo de serviço ou comércio que se praticava em algumas das casas mais antigas e importantes da cidade.

Placas decorativas nas casas

Placas decorativas nas casas

 

Algumas fachadas de lojas são um espetáculo a parte. Repare nas fotos abaixo: a da esquerda é uma padaria; a do meio um restaurante; a da direita, uma loja daquelas de “tudo por 1 real” (no caso, “tudo por 2 euros”). Até a loja de 2 euros é bonita! Rsrsrsrs

Fachadas das lojas em Colmar, na Alsácia

Fachadas das lojas em Colmar, na Alsácia

 

Não bastasse o centro histórico apaixonante e super fácil de percorrer a pé, Colmar está localizada a pouquíssimos quilômetros de outros tantos vilarejos igualmente encantadores. Quando digo “poucos quilômetros”, me refiro a distâncias que podem ser feitas até de bicicleta! Por isso, durante sua estadia por Colmar, vale ainda alugar uma bike ou um carro e se jogar pelos arredores da cidade, em busca de paisagens encantadas e vilarejos ainda menores como por exemplo Eguisheim.

Como chegar em Colmar?

Para quem gosta de utilizar o trem como meio de transporte pela França como a gente, a Gare de Colmar fica bem localizada, próxima ao centro histórico do vilarejo medieval. Há trens diariamente saindo de cidades próximas, como por exemplo Estrasburgo, a capital da Alsácia. Um bate e volta a partir de Paris é possível mas eu não aconselho. Além de cansativo, é um desperdício não aproveitar Colmar e a Alsácia por mais tempo.

Outra opção muito boa para visitar Colmar e toda a região da Alsácia é alugar um carro. Nossa sugestão é alugar em Estrasburgo e descer por toda a rota dos vinhos da Alsácia até chegar em Colmar, aproveitando para conhecer os diversos vilarejos da região. Para saber mais, confira nosso roteiro de 5 dias pela rota de vinhos da Alsácia (em breve). Curtiu a ideia?

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Onde se hospedar em Colmar?

O centro histórico de Colmar deve ser explorado a pé ou de bicicleta – esqueça carros! Por conta disso, dê preferência para se hospedar o mais próximo centralizado possível. Para pesquisar agora pelo seu hotel ou apartamento ideal em Colmar, faça agora mesmo uma pesquisa com descontos incríveis pelo Booking, o maior site de hospedagem em todo o mundo!

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Agora, se você quiser uma dica pessoal de um local incrível para se hospedar no coração da cidade de Colmar, onde você vai se sentir em casa, como um autêntico morador da cidade, leia nosso artigo sobre a “Chez Cécile et Myriam“. O lugar é ao mesmo tempo um aconchegante “chambre d’hôte” (equivalente a um bed and breakfast) e uma das principais produtoras de vinho de Colmar. Ué, como assim, hospedagem e vinícola ao mesmo tempo?

Pois é, a vinícola é a Maison Martin Jund, uma empresa familiar que produz vinhos alsacianos em Colmar por mais de 5 gerações. E no mesmo local da ‘maison’ funciona a ‘Chez Cécile et Myriam‘, que adaptou parte da histórica casa da família (com mais de 2 séculos de história) e oferece quartos para quem procura conforto e boa localização com clima familiar em Colmar. Lá no post tem o link para fazer a reserva diretamente pelo site deles. Simplesmente imperdível! 🙂

Quando ir a Colmar?

Colmar é daquelas cidades que podem ser visitadas em qualquer época do ano. Se no verão os dias mais longos de céu azul possibilitam mais tempo de dia útil para explorar a cidade e tirar fotos espetaculares, o inverno oferece um dos mercados de Natal mais famosos da Europa, com casinhas decoradas e luzes por toda cidade ao melhor estilo conto de fadas. A escolha de quando ir a Colmar é questão de gosto. Na dúvida, sempre que estiver planejando uma viagem pela França, inclua Colmar no roteiro independente da estação do ano. 🙂


Para quem chegou até aqui interessado em saber o que fazer em Colmar, na França, nesse post a gente apresenta um roteiro detalhado para conhecer o melhor da cidade em 24 horas. Nossa viagem foi durante o verão francês, e ficamos de sexta para sábado seguindo esse roteiro. Mesmo se o seu objetivo for apenas um bate e volta (o que a gente não recomenda porque Colmar vale ao menos 1 noite), dá pra ir bem cedo e ficar até a noite aproveitando ao máximo a cidade.

Roteiro de 24 horas em Colmar, na Alsácia

Chegada em Colmar de carro alugado

Após passar a manhã no vilarejo de Riquewihr, pegamos a estrada em direção a Colmar (15 km de distância). Ao chegar, deixamos nossas malas na Chez Cécile et Myriam e fomos direto devolver nosso carro alugado pela RentCars. Com tudo resolvido por volta das 12h, já estávamos prontos para nos dedicar a desbravar a cidade de Colmar.

Place des Unterlinden: Office de Tourisme

Uma dica que nós sempre damos aqui no blog é (olha mais uma #dicaDemais aí): comece sua visita pelos “offices de tourisme”, aquelas lojas oficiais de turismo de cada cidade. O Office de Tourisme de Colmar fica localizado na Place des Unterlinden, bem no centro histórico, sendo um ótimo ponto de partida para conhecer a cidade. Nessa mesma praça também fica um dos principais museus de Colmar, o Musée Unterlinden, que pode ser visitado nesse momento ou mais tarde, como nós fizemos.

Place des Unterlinden: Office de Tourisme

Place des Unterlinden: Office de Tourisme

 

No Office de Tourisme de Colmar conseguimos um mapa físico da cidade e algumas informações atualizadas sobre horários de funcionamento dos museus, valores, e dicas do que fazer em Colmar. Para quem curte, é possível também agendar visitas guiadas personalizadas pela cidade, para obter informações históricas sobre as principais atrações da cidade. 🙂

Segue um resumo do trajeto que pode ser feito em cerca de 2 horas e que vamos detalhar na sequência.

 

Maison des Têtes (Casa das cabeças)

Da Place des Unterlinden, siga em direção a Maison des Têtes (House of Heads), uma casa de 1609 que é uma das mais famosas e emblemáticas de Colmar. De estilo Renascentista, a casa tem um notável oriel com três andares  (uma espécie de sacada proeminente). Mas o que chama a atenção é a “peculiar” ornamentação de suas 106 cabeças humanas (daí o nome). O edifício que já funcionou como bolsa de valores hoje é um hotel de luxo e uma brasserie.

Maison des Têtes

Maison des Têtes

 

Ficou interessado em se hospedar na Maison des Têtes? Então veja aqui quanto custa e reserve agora um quarto na casa histórica.

The Village Hansi & Museum Hansi

Hansi Village & Museum fica bem em frente a Maison des Têtes. Jean Jacques Waltz, mais conhecido como “Hansi”, é o mais popular ilustrador de Colmar e de toda a Alsácia. Seus desenhos, muitas vezes apresentando crianças, trazem representações de símbolos da Alsácia e de suas tradições. Estão sempre presentes a figura da cegonha (ave que é símbolo da região) e da pequena camponesa alsaciana.

É possível tanto visitar o Museu (pago a parte) para conhecer mais a fundo a obra do ilustrador, ou fazer como nós e se dedicar somente a linda lojinha com produtos “made in Alsácia” quase impossíveis de resistir. Esse pode ser um ótimo momento para comprar lembrancinhas de viagem originais e bem exclusivas. 🙂

The Village Hansi & Museum Hansi

The Village Hansi & Museum Hansi

 

Place des Dominicains (Église des Dominicains)

Siga mais um pouco até a Place des Dominicains onde fica a imponente Église des Dominicains. A construção da igreja se iniciou em 1283, mas só foi considerada pronta na primeira metade do século XIV. Recentemente restaurada, seu exterior é belíssimo, com longas janelas em formato de ogiva e vitrais dos séculos XIV e XV.

Église des Dominicains

Église des Dominicains

 

Em seu interior, a igreja funciona como uma espécie de Museu, e é cobrada entrada (a partir de 1,50€). Internamente a Igreja não chega a ser exuberante, e o maior destaque da visita é a possibilidade de conhecer importantes obras expostas como a Virgem no Buisson de Roses (Martin Schongauer). Se preferir ganhar tempo, a entrada é dispensável.

Place de la Cathedrale, Collégiale Saint-Martin e Maison Adolph

Mais adiante está a Place de la Cathedrale, que tem esse nome por abrigar a outra Igreja famosa da cidade, a Collégiale Saint-Martin de Colmar ou ” Catedral de São Martinho de Colmar “. Construída entre 1235 e 1365, a igreja colegiada de Saint-Martin é uma obra importante da arquitetura gótica na Alsácia. Chama atenção pelos telhados coloridos e brilhantes característicos de outra região francesa, a Borgonha, e pela ornamentação em seu exterior, especialmente ao redor das portas de entrada.

Cathedral Saint Martin de Colmar

Cathedral Saint Martin de Colmar

 

Na mesma praça é possível encontrar a casa mais antiga da cidade, a Maison Adolph (data de 1350). Essa só pesquisando antes pra saber, pois não há nenhuma indicação ou nenhuma característica que chame a atenção em relação às demais casas. Rsrsrs.

Maison Adolph, a casa mais antiga de Colmar

Maison Adolph, a casa mais antiga de Colmar

 

Rue des Marchands: Cour du Weinhof, Maison Zum Kragen e Maison Pfister

Da Place de la Cathedrale siga pela Rue des Marchands (ou “Rua dos Mercadores), uma das mais importantes e bonitas de Colmar. Além de reparar na beleza das fachadas das casas e lojas de toda a rua, vale ficar atento a alguns marcos importantes:

Cour du Weinhof: Belo pátio interno de um celeiro medieval do século XIV. Atualmente também funciona como hospedagem.

Cour du Weinhof: antigo celeiro medieval

Cour du Weinhof: antigo celeiro medieval

 

Maison Zum Kragen: Casa datada de 1419 com uma enorme estátua de um mercador esculpida em sua fachada, em representação a Rue des Marchands.

Maison Zum Kragen

Maison Zum Kragen

 

Maison Pfister: Em estilo renascentista, a Casa Pfister foi construída em 1537. Sua fachada é extremamente chamativa e pitoresca, com muita riqueza de detalhes e pinturas bíblicas. Ao longos dos anos a casa pertenceu a inúmeras famílias importantes da cidade, sendo classificada como monumento histórico desde 14 de março de 1927.

Maison Pfister

Maison Pfister

 

Musée Bartholdi

Em um beco na própria Rue des Marchands está a entrada para o Musée Bartholdi. Nascido em Colmar, Auguste Bartholdi é simplesmente o criador da Estátua da Liberdade (sim, ela mesma, grande símbolo de Nova York). Para entrar, é cobrada uma tarifa a partir de 6,00€.

Para quem escolher não fazer a visita, é possível admirar algumas estátuas do artista pela cidade, como a “Les Grands soutiens du monde” (1902) que fica no pátio de entrada para o museu, e a “Fontaine Lazare de Schwendi” (1898), que fica na Place de L’Ancienne Douane, próxima parada do roteiro.

Pátio de entrada do Musée Bartholdi

Pátio de entrada do Musée Bartholdi

 

Place de L’Ancienne Douane e Fontaine Lazare de Schwendi

Repleta de restaurantes e lojas, a Place de L’Ancienne Douane reserva outra das esculturas de Bartholdi: a Fontaine Lazare de Schwendi (1898). Lázaro Schwendi (1.522-1.583) foi um diplomata e lutou na Hungria, sendo um dos responsáveis pela tomada da cidade de Tokaj (Tokay) em 1565. Segundo a lenda, ele teria trazido de volta algumas vinhas e doado à cidade da Alsácia. A estátua representa ele brandindo uma planta de videira.

Place de L'Ancienne Douane e Fontaine Lazare de Schwendi

Place de L’Ancienne Douane e Fontaine Lazare de Schwendi

 

La Petit Venise: Rue des Tanneurs, Le Marché Couvert de Colmar e passeio de barco pelo canal

Da praça anterior já é possível ver um pequeno trecho canalizado do Rio Lauch, mas a caminhada pela Rue des Tanneurs leva até a região conhecida como “La Petit Venise” (A Pequena Veneza), por onde passa o rio Lauch. O lindíssimo cenário das pontes floridas cruzando o rio com as casinhas alsacianas às margens é um dos maiores cartões postais de Colmar.

Roteiro de 1 dia em Colmar, na Alsácia

Roteiro de 1 dia em Colmar, na Alsácia

 

Nessa região é possível visitar o Marché Couvert de Colmar (mercado coberto). É uma espécie de mercado público muito bem arrumado e repleto de produtores locais com seus produtos fresquíssimos a venda. Os preços são um pouco salgados (acredito que pela localização turística), mas só para olhar já vale o passeio.

Mercado Coberto de Colmar

Mercado Coberto de Colmar

 

Aos pés das pontes principais ficam os pontos de partida dos Passeios de barco em Colmar. Por valores a partir de 6€ por pessoa, é possível fazer um tour guiado de cerca de 25/30 minutos pelo pequeno trecho navegável do rio. A bordo de um barco de fundo chato, é possível observar por um ponto de vista único as casas de enxaimel e a tranquilidade do bairro. Nós gostamos desse tipo de passeio e quase sempre fazemos, mas confesso que esse de Colmar não é imperdível.

Passeio de barco pela Pequena Veneza

Passeio de barco pela Pequena Veneza

 

Quem quiser aproveitar para almoçar nessa parte da cidade, duas excelentes sugestões: o Bistrot des Lavandières com seu menu tipicamente francês; ou o Wistub Brenner para um autêntico almoço alsaciano, com comida farta e de grande influência alemã.

+ Leia como foi nossa experiência completa no Bistrot des Lavandières

+ Leia como foi nossa experiência completa no Wistub Brenner

De volta a Place des Unterlinden e Musée Unterlinden

Após o almoço, volte caminhando em direção a Place des Unterlinden e, se quiser, aproveite para visitar um ou mais museus do seu interesse (a maioria fecha para entrada a partir das 17h). O primeiro que visitamos foi o Musée Unterlinden, localizado em um antigo convento de monjas dominicanas do século XIII. O local passou a funcionar como museu somente em 1849.

Musée Unterlinden: entrada

Musée Unterlinden: entrada

 

Famoso sobretudo por abrigar o Retábulo de Isenheim, obra de Matthias Grünewald, o museu também mostra uma grande coleção de artistas medievais do Reno Superior, assim como de pintores do Renascimento. Destaque também para as obras de Martim Schongauer (natural de Colmar).

Musée Unterlinden: interior e o Retábulo de Isenheim

Musée Unterlinden: interior e o Retábulo de Isenheim

 

Com entrada a partir de 13€, a visita pode ser feita em cerca de 45/60 minutos.

Musée du Jouet (museu do brinquedo)

Se o seu estilo é por museus com menos cara de museu, a dica pode ser o simpático Musée du Jouet de Colmar, o museu do brinquedo. Aberto desde 1993 e abrigado em um antigo cinema de bairro, o museu tem uma coleção de brinquedos que vão desde o século até hoje. É interessante tanto pelo lado do saudosismo (ao rever brinquedos da nossa infância) como também pelo paralelo entre os brinquedos mais antigos e a evolução da nossa sociedade como um todo.

Museu do Brinquedo de Colmar

Museu do Brinquedo de Colmar

 

A entrada custa a partir de 5,70€ por pessoa, e a visita pode ser feita em 30/45 minutos.

Café da tarde e degustação de vinhos da Alsácia na Maison Martin Jund

Após as visitas aos museus, uma pausa para o café da tarde cai bem, certo? Uma sugestão bem localizada é o Le Boudoir, pequena e aconchegante casa de chás no centro histórico. Não deixe de pedir pela torta do dia, feita com as frutas da estação como ‘mirabelle’ e ‘quetsche’, típicas do verão da Alsácia. Oportunidade também para experimentar o ‘kouglof’, um bolinho tradicional da Alsácia.

+ Leia como foi nossa experiência completa no Le Boudoir

E já que estamos na capital dos vinhos da Alsácia, fundamental incluir uma degustação de vinhos da região no roteiro, certo? Melhor ainda quando a degustação acontece no local onde nós estávamos hospedados! Rsrsrs. A Maison Martin Jund é uma das vinícolas mais tradicionais da cidade, e uma das mais fáceis para se visitar, já que fica no centro histórico de Colmar. Na casa acontece parte do processo de produção, seções de degustação e venda dos 7 tipos de vinhos da vinícola (6 deles brancos – a especialidade local – e 1 tinto).

Nós tivemos o prazer de participar de uma das seções de degustação (que acontecem diariamente, sob demanda, ao custo de 6€ por pessoa). Experimentamos no total 4 variedades de vinhos brancos tipicamente alsacianos, com sabor e frescor impressionantes.

Chez Cécile et Myriam

Maison Martin Jund: final de tarde tem opção de degustação na loja

 

O mais legal de tudo é uma certa “informalidade” com que tudo acontece, como se fossemos velhos amigos da família, e não meramente hóspedes participando de uma seção de degustação. Cécile (a dona do local) nos contava um pouco sobre os vinhos mas também falávamos sobre a cidade, sobre a nossa viagem, sobre nossas vidas, enquanto experimentávamos ‘Rieslings’ e ‘Gewurztraminers’. A experiência é aberta para quem não é hóspede também.

Jantar em restaurante 2 estrelas Michelin

Após merecido descanso e um banho para repor as energias, saímos para jantar e explorar um pouco da cidade de Colmar a noite. Sabia que a cidade tem um restaurante com 2 estrelas no aclamado guia Michelin? Sim, estamos falando do JY’s, do celebrado Chef Jean-Yves. O badalado restaurante fica na região conhecida como ‘Pequena Veneza’, em um casarão do século XVII bem às margens do Rio Lauch, em um cenário com ares de cartão postal. Com um ambiente ao mesmo tempo sofisticado e acolhedor e com suas duas estrelas no guia Michelin, o JY’s é um destino de visita obrigatória para os apaixonados pela alta gastronomia francesa. E uma ótima maneira de encerrar sua primeira noite em Colmar. 🙂

+ Leia como foi nossa experiência completa no JY’s

Passeio de bicicleta pelos arredores de Colmar até o vilarejo de Eguisheim

A manhã do dia seguinte pode ser inteiramente dedicada a um passeio de bicicleta pelos arredores de Colmar. Se você curte esse tipo de passeio, a dica é entrar em contato com a Alsa Cyclo Tour, empresa especializada em aluguel de bicicletas na região. Baseado no roteiro que nós pensávamos em fazer, o pessoal da Alsa Cyclo Tours nos enviou 2 bikes elétricas e um GPS com a sugestão de roteiro já mapeada e sinalizada. A indicação foi o ‘Circuit Colmar‘, um trajeto de cerca de 3 horas de duração, considerado de nível fácil, e que passa pelo vilarejo de Eguisheim, que quase todo ano é eleito um dos mais bonitos da França. Dá uma olhadinha no mapa pra ter uma noção de todo o trajeto.

Alsa Cyclo Tours: Circuit Colmar (passeio que fizemos por Colmar e Eguisheim)

Alsa Cyclo Tours: Circuit Colmar (passeio que fizemos por Colmar e Eguisheim)

 

Ao longo do passeio, tudo parece ter sido projetado para estar exatamente aonde está: desde as casinhas que parecem saídas de um quebra-cabeça, passando pelas plantações organizadas e bem cuidadas, até cada pessoa que cruza o seu caminho cumprimenta como se fossemos todos locais.

Eguisheim fica a cerca de 30/40 minutos de pedalada em ritmo moderado (com o auxílio providencial do motor das bicicletas elétricas). Aí é só cruzar o pórtico de entrada para entender porque Eguisheim é sempre uma das favoritas ao prêmio de vilarejo mais encantador. Ruas de pedra, casinhas coloridas e floridas… As fotos falam por si:

Aluguel de bicicletas em Colmar

Aluguel de bicicletas em Colmar: chegando na bela cidade de Eguisheim

 

Se você se interessou em explorar os arredores de Colmar de bicicleta, confira o post completo que fizemos sobre a nossa experiência de 3 horas pedalando pelos vilarejos da região.

+ Aluguel de bicicletas em Colmar: um passeio de bike pelos vilarejos e vinhedos da Alsácia

A caminho da estação de trem: Parc Champ de Mars, Place Rapp e Prefeitura

Depois de devolver as bicicletas e pegar as malas, é hora de se despedir de Colmar. Na hora de partir rumo a estação de trem de Colmar, ainda dá tempo de passar pela Prefeitura da cidade, pela Place Rapp e pelo Parc Champ de Mars.

Aluguel de bicicletas em Colmar

Place Rapp e prefeitura de Colmar

 

Assim terminaram nossas 24 horas em Colmar, na Alsácia, e partimos em direção ao próximo destino da nossa viagem pela França: Lyon. Quer saber como continua essa viagem?

+ O que fazer em Lyon, na França? Roteiro de 2 dias na capital mundial da gastronomia


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Sobre Augusto

Augusto

Jornalista e professor, viajando sempre em busca de novas cervejas, de boa comida e das melhores promoções.

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